VERSO NA LINHA
Diretamente das minhas aquisições da Bienal
o título "distraídos venceremos" é ótimo
para ler distraidamente como estou fazendo.
Vim pelo caminho difícil,
a linha que nunca termina,
a linha bate na pedra,
a palavra quebra uma esquina,
mínima linha vazia,
a linha, uma vida inteira,
palavra, palavra minha.
Leminski
quarta-feira, março 29, 2006
segunda-feira, março 27, 2006
sábado, março 25, 2006
segunda-feira, março 13, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
domingo, março 05, 2006
CINEMÁTICA
Sabe qual é problemática da cinemática é que fico vidrática
na telática. Hoje vi o Diário de Bridge Jones na tv a cabo,
como posso dizer como uma personagem pode ser tão atrapalhada
como eu, aquela cena da sopa azul é a minha cara. Acho que
naturalidade está virando moda. Atenção não seja Natural
demais, um pouco de Artificialidade deve fazer bem pra pele.
Estou de plantão no trabalho esse findi, ninguém merece
trabalhar tanto. Juro que tento ter idéias mas no meu
atual ritmo ando tão cansada que só dá pra contar
histórias da Bela Adormecida, ando com muito sono.
Acabo de tomar sorvete de morango, a minha caixa postal
está muito sem graça, alguém podia escrever né!
Acho que eu tb estou sem graça... haja guindastre
pra levantar meu astral... esse pós-carnaval é um saco!
Sabe qual é problemática da cinemática é que fico vidrática
na telática. Hoje vi o Diário de Bridge Jones na tv a cabo,
como posso dizer como uma personagem pode ser tão atrapalhada
como eu, aquela cena da sopa azul é a minha cara. Acho que
naturalidade está virando moda. Atenção não seja Natural
demais, um pouco de Artificialidade deve fazer bem pra pele.
Estou de plantão no trabalho esse findi, ninguém merece
trabalhar tanto. Juro que tento ter idéias mas no meu
atual ritmo ando tão cansada que só dá pra contar
histórias da Bela Adormecida, ando com muito sono.
Acabo de tomar sorvete de morango, a minha caixa postal
está muito sem graça, alguém podia escrever né!
Acho que eu tb estou sem graça... haja guindastre
pra levantar meu astral... esse pós-carnaval é um saco!
terça-feira, fevereiro 28, 2006
CARNA
Minha era carnavalesca já se foi,
ano passado estava em Cuba esse
ano tava fora de órbita no Rio.
Coisa que fiz: andar, vi peça
de teatro, cinema ( capote )
adorei! como o perfil dos escritores
é daquele jeito mesmo, perfect,
são arrogantes e tudo pela história.
vou me lembrar de não ser escritora
a essa ponto...
andar de novo, hoje entrei num
edifício que chama Seabra
fica na Praia do Flamengo 88
é um prédio de 1931 escrito em
algarismos romanos, parece um castelo.
Se eu pudesse morava lá... é de pedra.
Acho que esse Carna é pra ANDAR...
ainda não sei onde vou a tarde
talvez COPACABANA....
Minha era carnavalesca já se foi,
ano passado estava em Cuba esse
ano tava fora de órbita no Rio.
Coisa que fiz: andar, vi peça
de teatro, cinema ( capote )
adorei! como o perfil dos escritores
é daquele jeito mesmo, perfect,
são arrogantes e tudo pela história.
vou me lembrar de não ser escritora
a essa ponto...
andar de novo, hoje entrei num
edifício que chama Seabra
fica na Praia do Flamengo 88
é um prédio de 1931 escrito em
algarismos romanos, parece um castelo.
Se eu pudesse morava lá... é de pedra.
Acho que esse Carna é pra ANDAR...
ainda não sei onde vou a tarde
talvez COPACABANA....
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
QUESTIONAMENTOS PROFUNDOS
Ando em crise, crise da meia idade, da meia furada, de ficar questionando
porque o leite é branco e não verde, do porque as joaninhas não tiram
as pintas como os humanos tiram as sardas, são questões de alto teor
de importância. Porque gosto daquele cara roxo e não do azul que
me dá bola. Enfim, tava falando de que mesmo? Só uma ressalva
as crises me dão idéias ótimas, logo eu deveria ficar sempre em crise. Dá uma olhada nesse texto carnavalesco que acaba de saltar da página...
Em razão do acordo de EXCLUSIVIDADE o meu texto
só pode ser lido nessa página, não me peça pra revelar sifras
é sigilo com jiló!
http://luizcarlosrufo.blogspot.com/
Ando em crise, crise da meia idade, da meia furada, de ficar questionando
porque o leite é branco e não verde, do porque as joaninhas não tiram
as pintas como os humanos tiram as sardas, são questões de alto teor
de importância. Porque gosto daquele cara roxo e não do azul que
me dá bola. Enfim, tava falando de que mesmo? Só uma ressalva
as crises me dão idéias ótimas, logo eu deveria ficar sempre em crise. Dá uma olhada nesse texto carnavalesco que acaba de saltar da página...
Em razão do acordo de EXCLUSIVIDADE o meu texto
só pode ser lido nessa página, não me peça pra revelar sifras
é sigilo com jiló!
http://luizcarlosrufo.blogspot.com/
sábado, fevereiro 18, 2006
O AMOR É CALADO, NÃO É?
Pablo Neruda
Traduções de Ari Roitman e Paulina Wacht
POEMA 15
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, e minha voz não te toca.
Parece que teus olhos houvessem saltado
e parece que um beijo fechara a tua boca.
Como todas as coisas estão cheias de minh'alma
emerges das coisas cheia de alma, a minha.
Borboleta de sonho, tu pareces com minh'alma,
como pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como a queixar-te, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e minha voz não te alcança:
permite que eu me cale com teu silêncio agudo.
Permite que eu te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada e simples como um elo.
Tu és como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, afastado e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se estivesses morta.
Uma palavra, então, um sorriso são o bastante.
E fico alegre, alegre porque a verdade é outra.
Pablo Neruda
Traduções de Ari Roitman e Paulina Wacht
POEMA 15
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, e minha voz não te toca.
Parece que teus olhos houvessem saltado
e parece que um beijo fechara a tua boca.
Como todas as coisas estão cheias de minh'alma
emerges das coisas cheia de alma, a minha.
Borboleta de sonho, tu pareces com minh'alma,
como pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como a queixar-te, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e minha voz não te alcança:
permite que eu me cale com teu silêncio agudo.
Permite que eu te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada e simples como um elo.
Tu és como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, afastado e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se estivesses morta.
Uma palavra, então, um sorriso são o bastante.
E fico alegre, alegre porque a verdade é outra.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
POUCO
Ando dormindo pouco, saindo pouco e desencontrando
de tudo até das letras, essas escaparam.
É só um aperitivo, o texto todo será publicado
na página oficial dos Anjos de Prata.
--------------------------------------------------------
DESENCONTRADOS
Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Carlos Drummond de Andrade
Mergulho. Caí de cabeça naquela relação amorosa e mesmo assim éramos desencontrados letrados. No papel existia uma certa magia mas na real era só fantasia. Ele me viu, tenho certeza por mais que disfarçasse. Não foi só pelo vestido verde limão com decote chamativo que era quase uma placa luminosa "pare, me olhe". Assim por baixo dos óculos, dava para perceber um olhar de simpatia que fugia.
Mapa. Ele chegava bem perto mas tudo era incerto. Marcava encontro e perdia o relógio, perdia o calendário, perdia o intinerário. A cada probabilidade de encontro, como mulher estudava todas as atitudes que iria tomar: decorava perguntas para fazer, ensaiava no espelho como deveria olhar, testava batons para que minha boca ficasse rosada e até o movimento da cruzada de pernas, tinha que ter um tempo certo de rotação das rótulas do joelhos. Queria que ele ficasse absolutamente encantado comigo e nada podia escapar daquele encontro.
Ando dormindo pouco, saindo pouco e desencontrando
de tudo até das letras, essas escaparam.
É só um aperitivo, o texto todo será publicado
na página oficial dos Anjos de Prata.
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DESENCONTRADOS
Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Carlos Drummond de Andrade
Mergulho. Caí de cabeça naquela relação amorosa e mesmo assim éramos desencontrados letrados. No papel existia uma certa magia mas na real era só fantasia. Ele me viu, tenho certeza por mais que disfarçasse. Não foi só pelo vestido verde limão com decote chamativo que era quase uma placa luminosa "pare, me olhe". Assim por baixo dos óculos, dava para perceber um olhar de simpatia que fugia.
Mapa. Ele chegava bem perto mas tudo era incerto. Marcava encontro e perdia o relógio, perdia o calendário, perdia o intinerário. A cada probabilidade de encontro, como mulher estudava todas as atitudes que iria tomar: decorava perguntas para fazer, ensaiava no espelho como deveria olhar, testava batons para que minha boca ficasse rosada e até o movimento da cruzada de pernas, tinha que ter um tempo certo de rotação das rótulas do joelhos. Queria que ele ficasse absolutamente encantado comigo e nada podia escapar daquele encontro.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
TIRANDO O MATO
Nossa abandonei mesmo o blog
vou voltar aos poucos, olha
a brincadeira que escrevi...
OS ANJOS - Rilke
TÊM AS BOCAS AFADIGADAS
E A ALMA BRANCA, SEM COSTURA.
PECAM POR COISAS DESEJADAS
QUE ENCHEM SEUS SONHOS DE AMARGURA.
OS DEMONIOS - Luna
TÊM AS LÍNGUAS MASTIGADAS
E A ALMA VERMELHA, SEM POSTURA.
PECAM POR CORPOS DESEJADOS
QUE ENCHEM SEUS GOZOS DE FARTURA.
Nossa abandonei mesmo o blog
vou voltar aos poucos, olha
a brincadeira que escrevi...
OS ANJOS - Rilke
TÊM AS BOCAS AFADIGADAS
E A ALMA BRANCA, SEM COSTURA.
PECAM POR COISAS DESEJADAS
QUE ENCHEM SEUS SONHOS DE AMARGURA.
OS DEMONIOS - Luna
TÊM AS LÍNGUAS MASTIGADAS
E A ALMA VERMELHA, SEM POSTURA.
PECAM POR CORPOS DESEJADOS
QUE ENCHEM SEUS GOZOS DE FARTURA.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
sábado, janeiro 21, 2006
quarta-feira, janeiro 18, 2006
A PAREDE ROSA

[NÃO ESTÁ ENTRANDO A IMAGEM
MAIS TARDE TENTO DE NOVO...]
Foto de Nair de Paula Soares
poema de Guilherme Mansur
Dia 23 de janeiro é meu aniversário, e os presentes
começam a chegar, olha só que poema concretista
lindo com parece rosa veio hoje pelo correio.
Já tenho um xale, uma blusa indiana, um par
de brincos com pedra de lua, o que mais falta?
Uma voz, um email, um pensamento...
Adoro ganhar presente, e quem não gosta...
[NÃO ESTÁ ENTRANDO A IMAGEM
MAIS TARDE TENTO DE NOVO...]
Foto de Nair de Paula Soares
poema de Guilherme Mansur
Dia 23 de janeiro é meu aniversário, e os presentes
começam a chegar, olha só que poema concretista
lindo com parece rosa veio hoje pelo correio.
Já tenho um xale, uma blusa indiana, um par
de brincos com pedra de lua, o que mais falta?
Uma voz, um email, um pensamento...
Adoro ganhar presente, e quem não gosta...
domingo, janeiro 15, 2006
MEU VERMELHO MEU ESPELHO
Essa onda de vermelho não passa
gosto desde pequenininha...
A vida é colorida não é...
De vermelho...
Luna ( fico lendo poesia)
Como um toco de carvão
Meu lápis vermelho e um giz roto
Desenha teu nome
O nome de tua boca
O signo de tuas pernas
Na parede de ninguém
Na porta proibida
Gravar o nome de teu corpo
Até que a lâmina de minha navalha
Sangre
E a pedra grite
E o muro respire como um peito
Octavio Paz
Essa onda de vermelho não passa
gosto desde pequenininha...
A vida é colorida não é...
De vermelho...
Luna ( fico lendo poesia)
Como um toco de carvão
Meu lápis vermelho e um giz roto
Desenha teu nome
O nome de tua boca
O signo de tuas pernas
Na parede de ninguém
Na porta proibida
Gravar o nome de teu corpo
Até que a lâmina de minha navalha
Sangre
E a pedra grite
E o muro respire como um peito
Octavio Paz
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Na madrugada com falta de sono
conto poema e nenhum carneirinho...
CARTA DESPERADA
Mario Quintana
Como é difícil, como é difícil, Beatriz, escrever uma carta...
Antes escrever os Lusíadas!
Com uma carta pode acontecer
Que qualquer mentira venha a ser verdade...
Olha! O melhor é te descrever, simplesmente,
A paisagem,
Descrever sem nenhuma imagem, nenhuma...
Cada coisa é ela própria a sua maravilhosa imagem!
Agora mesmo parou de chover.
Não passa ninguém. Apenas
Um gato
Atravessa a rua
Como nos tempos quase imemoriais
Do cinema silencioso...
Sabes, Beatriz? Eu vou morrer!
conto poema e nenhum carneirinho...
CARTA DESPERADA
Mario Quintana
Como é difícil, como é difícil, Beatriz, escrever uma carta...
Antes escrever os Lusíadas!
Com uma carta pode acontecer
Que qualquer mentira venha a ser verdade...
Olha! O melhor é te descrever, simplesmente,
A paisagem,
Descrever sem nenhuma imagem, nenhuma...
Cada coisa é ela própria a sua maravilhosa imagem!
Agora mesmo parou de chover.
Não passa ninguém. Apenas
Um gato
Atravessa a rua
Como nos tempos quase imemoriais
Do cinema silencioso...
Sabes, Beatriz? Eu vou morrer!
sexta-feira, janeiro 06, 2006
sábado, dezembro 31, 2005
CONTAGEM REGRESSIVA PRA 2006
Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2005,
estando a poucas horas de pipocar os fogos
de artifício, aqui presa no ofício de escrever,
lembrei do tempo - esse regulador de anos
que vai se dilatando, lembrei da música - o
som que embala a poesia da existência...
Feliz 2006!!! Beijocas cariocas da Rosi Luna
--------------------------------------------------------------
O tempo
Se dilata como um fio
Cordão, elástico, caminho,
Estrada que nos transporta
A gente
Segue o tempo e ninguém nota
Seus caminhos, suas rotas
Por onde o tempo seguiu
Depois
Quer viver tudo que viu
Vai bater na mesma porta
De onde um dia saiu
Depois
Quer viver tudo que viu
Vai bater na mesma porta
De onde um dia saiu
[SAMBA DO TEMPO - Alceu Valença]
Rio de Janeiro, 31 de dezembro de 2005,
estando a poucas horas de pipocar os fogos
de artifício, aqui presa no ofício de escrever,
lembrei do tempo - esse regulador de anos
que vai se dilatando, lembrei da música - o
som que embala a poesia da existência...
Feliz 2006!!! Beijocas cariocas da Rosi Luna
--------------------------------------------------------------
O tempo
Se dilata como um fio
Cordão, elástico, caminho,
Estrada que nos transporta
A gente
Segue o tempo e ninguém nota
Seus caminhos, suas rotas
Por onde o tempo seguiu
Depois
Quer viver tudo que viu
Vai bater na mesma porta
De onde um dia saiu
Depois
Quer viver tudo que viu
Vai bater na mesma porta
De onde um dia saiu
[SAMBA DO TEMPO - Alceu Valença]
sexta-feira, dezembro 30, 2005
LUNONGA RIPONGA
Senhores Indianos segurem as saias, batas e
camisetinhas, estou apaixonada por tudo.
Pronto uma amarelinha, uma rosa, uma branca
e uma cereja todas com brilho of course.
E agora José como segurar o bolso com
essa moda tão romântica.... Se vc ver
a saia com babadinhos que comprei
mais linda só mesmo a sinházinha.
Saca só a Lunonga Riponga... estou
a maior araponga!!!!
Senhores Indianos segurem as saias, batas e
camisetinhas, estou apaixonada por tudo.
Pronto uma amarelinha, uma rosa, uma branca
e uma cereja todas com brilho of course.
E agora José como segurar o bolso com
essa moda tão romântica.... Se vc ver
a saia com babadinhos que comprei
mais linda só mesmo a sinházinha.
Saca só a Lunonga Riponga... estou
a maior araponga!!!!
quinta-feira, dezembro 29, 2005
MACHADO NA CABEÇA
Li no Jornal do Brasil hoje(Caderno B6)
uma dica de livro. Vê se dá pra advinhar?
Epilético, pobre, gago, mulato, marginalizado,
ele fundou a prosa brasileira.
É isso - uma machadada na literatura,
Machado veio cortar a Literatura
como divisor de águas. Já houve uma
época que achei o Sr. Machado um
chato mas depois que li, comecei
a abrir a cabeça e ver que chata era
eu por ter uma cabeça pequena
pra não entender. Então de chato ele
passou a ser exacto assim com c... como
diria os patricios portugueses. O nome do
livro "Machado de Assis - Um gênio Brasileiro"
Daniel Piza, acaba de ser lançado pela
Imprensa Oficial do Estado. Assim que der
vou comprar e devorar.. letrinha por letrinha.
Ainda "in Rio" estou saindo muito e micrando
pouco "se la vie" como resistir aos encantos
dessa cidade.... lá vou eu... depois volto...
fica ai paradinho na tela me esperando....
Li no Jornal do Brasil hoje(Caderno B6)
uma dica de livro. Vê se dá pra advinhar?
Epilético, pobre, gago, mulato, marginalizado,
ele fundou a prosa brasileira.
É isso - uma machadada na literatura,
Machado veio cortar a Literatura
como divisor de águas. Já houve uma
época que achei o Sr. Machado um
chato mas depois que li, comecei
a abrir a cabeça e ver que chata era
eu por ter uma cabeça pequena
pra não entender. Então de chato ele
passou a ser exacto assim com c... como
diria os patricios portugueses. O nome do
livro "Machado de Assis - Um gênio Brasileiro"
Daniel Piza, acaba de ser lançado pela
Imprensa Oficial do Estado. Assim que der
vou comprar e devorar.. letrinha por letrinha.
Ainda "in Rio" estou saindo muito e micrando
pouco "se la vie" como resistir aos encantos
dessa cidade.... lá vou eu... depois volto...
fica ai paradinho na tela me esperando....
segunda-feira, dezembro 26, 2005
TÁ ABERTA TEMPORADA DE COMPRAS
Pronto! fui lá numas lojinhas, o Rio tem uma
moda que devia se chamar arrasa quarteirão
digo arrasa carteirão, vc volta com a carteira
batendo sem dinheiro algum. Comprei
2 vestidinhos desses pra depois do banho
bem folgadinhos e soltos, uma blusa indiana
e uma camisolinha de borboleta.
Amanhã quero ir tomar café na Confeitaria
Colombo a tarde, isto é se não chover.
Pronto! fui lá numas lojinhas, o Rio tem uma
moda que devia se chamar arrasa quarteirão
digo arrasa carteirão, vc volta com a carteira
batendo sem dinheiro algum. Comprei
2 vestidinhos desses pra depois do banho
bem folgadinhos e soltos, uma blusa indiana
e uma camisolinha de borboleta.
Amanhã quero ir tomar café na Confeitaria
Colombo a tarde, isto é se não chover.
domingo, dezembro 25, 2005
LUNA IN RIO
A chegada ao Rio foi conturbada,
o carro quebrou em Taubauté a
temperatura subiu tanto que quase
fundiu o motor. O jeito foi apelar para
o seguro. Guarde esse nome "Porto
Seguro" o guincho chegou em 20 minutos
em seguida liberaram um carro de luxo
com motorista, ar condicionado e seguimos
viagem assim, o carro na frente o nosso
atrás na escolta. Vale salientar em pleno
dia 24 de dezembro, chegamos a tempo
da ceia de Natal. Dia after pós-papai
noel. Estou com uma mania de cor
goiaba, foi a cor que vesti no Natal,
essa coisa de ceia de Natal é incompatível
com a palavra regime.... fica pra o ano
que vem... acho que já estou magra de novo.
Bom estou com a revista Programa na mão
estudando o que vou fazer... já vi um
documentário " sô feia mas tô na moda" que
não perco e tem uma exposição do
Aldemir Martins no Centro Cultural dos
Correios que tá na minha lista... isso se
parar o dilúvio... São Pedro tem que dar
uma trégua, o Rio... tá uma água só!!!
A chegada ao Rio foi conturbada,
o carro quebrou em Taubauté a
temperatura subiu tanto que quase
fundiu o motor. O jeito foi apelar para
o seguro. Guarde esse nome "Porto
Seguro" o guincho chegou em 20 minutos
em seguida liberaram um carro de luxo
com motorista, ar condicionado e seguimos
viagem assim, o carro na frente o nosso
atrás na escolta. Vale salientar em pleno
dia 24 de dezembro, chegamos a tempo
da ceia de Natal. Dia after pós-papai
noel. Estou com uma mania de cor
goiaba, foi a cor que vesti no Natal,
essa coisa de ceia de Natal é incompatível
com a palavra regime.... fica pra o ano
que vem... acho que já estou magra de novo.
Bom estou com a revista Programa na mão
estudando o que vou fazer... já vi um
documentário " sô feia mas tô na moda" que
não perco e tem uma exposição do
Aldemir Martins no Centro Cultural dos
Correios que tá na minha lista... isso se
parar o dilúvio... São Pedro tem que dar
uma trégua, o Rio... tá uma água só!!!
quinta-feira, dezembro 22, 2005
sábado, dezembro 17, 2005
PORQUE HOJE É SÁBADO...
Deixo um poema e um emblema. Tenho
andado fora do blog, fora da linha, fora
do mundo da escrita. Peguei um trampo
fixo, desses que tem horário, trabalha-se
sábado, domingo e feriado. Mudando um
pouco o ditado "Hay que enriquecer pero
sen perder la ternura jamas". Logo o
emblema é... corra que sua consciência
vem aí... tô tentando me achar... se souber
onde estacionei minha cabeça me avise,
quem sabe em 2006 eu me acho!!!
Amor no retrovisor - Luna em 17.12.2005
Amor, minha flor, é teu esse fulgor?
Estado de torpor olhando no retrovisor
Não deixa nosso amor virar isopor
Vem macio, meu mel de abelha
Brincar de cobertor de orelha
Vamos fazer o que der na telha
Amor, minha joaninha, conta minhas bolinhas
Te amo tanto que meus olhos parecem janelinhas
Não deixa nosso amor virar estrelinha
Deixo um poema e um emblema. Tenho
andado fora do blog, fora da linha, fora
do mundo da escrita. Peguei um trampo
fixo, desses que tem horário, trabalha-se
sábado, domingo e feriado. Mudando um
pouco o ditado "Hay que enriquecer pero
sen perder la ternura jamas". Logo o
emblema é... corra que sua consciência
vem aí... tô tentando me achar... se souber
onde estacionei minha cabeça me avise,
quem sabe em 2006 eu me acho!!!
Amor no retrovisor - Luna em 17.12.2005
Amor, minha flor, é teu esse fulgor?
Estado de torpor olhando no retrovisor
Não deixa nosso amor virar isopor
Vem macio, meu mel de abelha
Brincar de cobertor de orelha
Vamos fazer o que der na telha
Amor, minha joaninha, conta minhas bolinhas
Te amo tanto que meus olhos parecem janelinhas
Não deixa nosso amor virar estrelinha
segunda-feira, dezembro 12, 2005
sexta-feira, dezembro 09, 2005
CATITA
*** pepito me mandou e o achei tão catito,
será que sou eu... cheia de graça?
"Quando ela passa, franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro,
Lá vai catita, cada dia mais bonita,
E o seu vestido, de chita, tem sempre
um ar domingueiro".
[A Rosinha dos Limões - Artur Ribeiro]
*** pepito me mandou e o achei tão catito,
será que sou eu... cheia de graça?
"Quando ela passa, franzina e cheia de graça,
Há sempre um ar de chalaça, no seu olhar feiticeiro,
Lá vai catita, cada dia mais bonita,
E o seu vestido, de chita, tem sempre
um ar domingueiro".
[A Rosinha dos Limões - Artur Ribeiro]
segunda-feira, dezembro 05, 2005
sábado, dezembro 03, 2005
quarta-feira, novembro 30, 2005
É FERNANDO
É PESSOA
É NATAL
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
um sentimento conserva
os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei.
É PESSOA
É NATAL
Natal… Na província neva.
Nos lares aconchegados,
um sentimento conserva
os sentimentos passados.
Coração oposto ao mundo
Como a família é verdade!
Meu pensamento é profundo,
Estou só e sonho saudade.
E como é branca de graça
A paisagem que não sei,
Vista de trás da vidraça
Do lar que nunca terei.
quinta-feira, novembro 24, 2005
Luna na Ilha
Não é a Ilha de Caras
é a Ilha de Tatuoca em Pernambuco
Dia 25 de novembro (sexta) as 19:30h.
No canal STV da Directv ou Sky
Oi cara pálida não perde, vai no amigo
vai no tio, serve até no vizinho chato,
vai na tv de supermercado, mas me assiste
Luna de cara na TV como repórter, é meu
dia de "AJORNALISTA QUE VIROU SUCO"
suco de pitanga, of course!!! Olha meu
cabelo tá um horror, maresia, jangada,
não pense que é uma propaganda do Assolan
mas o que vale é ver o conteúdo... O produtor
me ligou e disse que o programa tava
DU CARALHO, com o perdão do palavrão!
CANAL STV - Rede SESC SENAC DE TELEVISÃO
Programa TV POVOS DO MAR!!!
Território Nacional (sinal aberto – Satélite Brasilsat 3, antena parabólica,
TV por Assinatura Via Satélite e Via Cabo – DirecTV, TCSAT, SKY, NET
Horário de exibição: Sexta-Feira, 19h30
Horários alternativos (reprises):
Sab – 12h
Dom - 4h
Seg – 12h
Ter – 4h
Qua – 5h30
Qui – 14h30
sexta-feira, novembro 18, 2005
URUCUBACA

contra mal-olhado: perfuminho e fitinha do bonfim
vai bem obrigado, veio a pé ou veio de trem?
"URUCUBACA. Ou cafife, ou caiporismo, ou azar,
ou sorte mesquinha, ou sorte torcida, ou má sorte,
significa, como o próprio nome está dizendo, a falta
de sorte no que a pessoa faz. A palavra urucubaca vem
de urubu – ave de mau agouro e cumbaca, um peixe
azarento que, se pescado estraga o dia do pescador.
Para a pessoa se livrar da urucubaca, nada como dar
uma pancada em qualquer móvel de madeira
com as costas dos dedos da mão direita."
URUCUBACA
Luna 15h. em 18.11.2005
urucubaca urubuzaca
sai pra lá urubu babaca
pé-de-coelho na casaca
trevo-de-quatro folhas na sacada
urucubaca urucum com garapa
gato preto debaixo da escada
fita do bonfim protege minha estrada
sapo da sorte sorrindo pra morte
urucubaca urubu fugiu com o tatu
santinhos da carteira presos na algibeira
bate tres vezes na madeira toc toc toc
bruxa faz poção urubuxazante perfumante
mal agouro deixa meu tesouro: vida
eco da existência: ida ida ida
indo não sei para onde e procurando não sei quem...
correndo para não perder o trem
a bomba relógio tic tac
o coração bum bac
a veia bombeia
a vida bobeia
contra mal-olhado: perfuminho e fitinha do bonfim
vai bem obrigado, veio a pé ou veio de trem?
"URUCUBACA. Ou cafife, ou caiporismo, ou azar,
ou sorte mesquinha, ou sorte torcida, ou má sorte,
significa, como o próprio nome está dizendo, a falta
de sorte no que a pessoa faz. A palavra urucubaca vem
de urubu – ave de mau agouro e cumbaca, um peixe
azarento que, se pescado estraga o dia do pescador.
Para a pessoa se livrar da urucubaca, nada como dar
uma pancada em qualquer móvel de madeira
com as costas dos dedos da mão direita."
URUCUBACA
Luna 15h. em 18.11.2005
urucubaca urubuzaca
sai pra lá urubu babaca
pé-de-coelho na casaca
trevo-de-quatro folhas na sacada
urucubaca urucum com garapa
gato preto debaixo da escada
fita do bonfim protege minha estrada
sapo da sorte sorrindo pra morte
urucubaca urubu fugiu com o tatu
santinhos da carteira presos na algibeira
bate tres vezes na madeira toc toc toc
bruxa faz poção urubuxazante perfumante
mal agouro deixa meu tesouro: vida
eco da existência: ida ida ida
indo não sei para onde e procurando não sei quem...
correndo para não perder o trem
a bomba relógio tic tac
o coração bum bac
a veia bombeia
a vida bobeia
quinta-feira, novembro 17, 2005
XONADA POR POETAX
Tava andando pelos areais de lua
e tropecei nesse poemax
-----------------------------------------------------------------------------
O mexicano Octavio Paz, em Corpo à vista,
é capaz de reinventar liricamente a
concretude física de sua amada, valendo-se
de metáforas ousadas:
E as sombras se abriram outra vez e
mostraram um corpo:
teu cabelo, outono espesso, queda de
água solar,
tua boca e a branca disciplina dos
dentes canibais, prisioneiros em chamas,
tua pele de pão apenas dourado
e teus olhos de açúcar queimado,
lugares onde o tempo não transcorre,
vales que só os meus lábios conhecem,
desfiladeiro da lua que ascende a tua
garganta por entre os seios,
cascata petrificada na nuca,
alta planície de teu ventre,
praia sem fim das tuas costas.
Teus olhos são os olhos fixos do tigre
e um minuto depois são os olhos úmidos
do cão.
Sempre há abelhas em teus cabelos.
Tua espádua flui tranqüila debaixo de
meus olhos
como a espádua do rio à luz do incêndio.
Águas adormecidas golpeiam dia e noite
a tua cintura de argila
e em tuas costas, imensas como
os areais da lua,
o vento sopra por minha boca e seu largo queixume
cobre com duas asas cinzas
a noite dos corpos.
As unhas de teus pés estão feitas de cristais de verão.
(...)
Pátria de sangue
única terra que conheço e me conhece
única pátria em que creio
única porta ao infinito.
segunda-feira, novembro 14, 2005
AMULETO CUBANO

OSAÍN
Dueño de la
naturaleza,
únion de
parejas,
estimula la
sensibilid sexual.
tá com cara de africana?
o meu amigo rafael que é missionário em luanda
mandou esse pano com estampa tribal de presente,
fiquei na dúvida se fazia uma toalha de mesa ou um
vestido tipico? agora tô me achando a própria
afro só falta as trancinhas...
( tirei a foto hoje de tarde)
OSAÍN
Dueño de la
naturaleza,
únion de
parejas,
estimula la
sensibilid sexual.
tá com cara de africana?
o meu amigo rafael que é missionário em luanda
mandou esse pano com estampa tribal de presente,
fiquei na dúvida se fazia uma toalha de mesa ou um
vestido tipico? agora tô me achando a própria
afro só falta as trancinhas...
( tirei a foto hoje de tarde)
quarta-feira, novembro 09, 2005
domingo, outubro 16, 2005
FLOR DO NORDESTE
Atenção blogonautas essa florzinha aqui
vai viajar no próximo fim-de-semana e
só volta dia 07 de novembro. Se esse blog
parar é que estou no Nordeste...
PREGO
cabeça pra baixo
onde me encaixo
macho
fêmea
prego sem cabeça
dedal
fura com um punhal
coloca no pedestal
amor de sereia
anda na areia
macho
fêmea
mula sem cabeça
foge cipreste
me agarra agreste
flor do nordeste
[Rosi Luna -28.09.2001]
Atenção blogonautas essa florzinha aqui
vai viajar no próximo fim-de-semana e
só volta dia 07 de novembro. Se esse blog
parar é que estou no Nordeste...
PREGO
cabeça pra baixo
onde me encaixo
macho
fêmea
prego sem cabeça
dedal
fura com um punhal
coloca no pedestal
amor de sereia
anda na areia
macho
fêmea
mula sem cabeça
foge cipreste
me agarra agreste
flor do nordeste
[Rosi Luna -28.09.2001]
sábado, outubro 15, 2005
CORPETE

Esse é o corpete verde com bordados em folhas na cintura
que fui buscar na bordadeira hoje, amo essa coisa artesanal
de bordado e frufrus... depois eu mostro a bolsinha cheia
de florzinhas que é linda e romântica. É a roupa que vou no
casamento do meu primo no Recife. Agora se não me chamar
de "Uma linda mulher" com esse tomara que caia... já... viu...
Viajo no próximo fim-de-semana e volto dia 07 de novembro...
***escrevi em 04 de junho de 2002
bom é que escrevo e depois esqueço tudo...
fala a palavra corpete só foi o que lembrei...
a dança das palavras
[by luna]
me dá a honra? contra-dança
eu princesa, vela acesa
você conde, se esconde
me dá tua mão? dedo pagão
eu vestido de baile, corpo em talhe
você roupa de oficial, caixa toráxica
me dá seus beijos? lampejos
eu corpete de seda, pernas brancas
você ceroula, protuberância clara
me dá uma noite de amor? vigor
eu rastro de lua, te envolvendo
você outro planeta, teus mistérios
me dá uma valsa de palavras? sem travas
eu figura de linguagem, te amando exagerada
você verbo no futuro pretérito, te amaria
Esse é o corpete verde com bordados em folhas na cintura
que fui buscar na bordadeira hoje, amo essa coisa artesanal
de bordado e frufrus... depois eu mostro a bolsinha cheia
de florzinhas que é linda e romântica. É a roupa que vou no
casamento do meu primo no Recife. Agora se não me chamar
de "Uma linda mulher" com esse tomara que caia... já... viu...
Viajo no próximo fim-de-semana e volto dia 07 de novembro...
***escrevi em 04 de junho de 2002
bom é que escrevo e depois esqueço tudo...
fala a palavra corpete só foi o que lembrei...
a dança das palavras
[by luna]
me dá a honra? contra-dança
eu princesa, vela acesa
você conde, se esconde
me dá tua mão? dedo pagão
eu vestido de baile, corpo em talhe
você roupa de oficial, caixa toráxica
me dá seus beijos? lampejos
eu corpete de seda, pernas brancas
você ceroula, protuberância clara
me dá uma noite de amor? vigor
eu rastro de lua, te envolvendo
você outro planeta, teus mistérios
me dá uma valsa de palavras? sem travas
eu figura de linguagem, te amando exagerada
você verbo no futuro pretérito, te amaria
quarta-feira, outubro 12, 2005
DIA DA CRIANÇA

essa foto foi tirada em abril de 66
E se o carnaval cair em abril
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
Chico Buarque
Perninha-da-Bailarina - Luna
Quando eu tinha seis anos
Ganhei uma fantasia perninha-da-bailarina
Que alegria de coração eu tinha
Porque a menina só queria estar rodopiando no salão!
Dançava ela na sala
Pra os lugares mais bonitos, mais perfumadinhos,
Ela não se importava:
Queria era estar rodopiando no salão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- A minha perninha-da-bailarina foi a minha primeira namorada.
Porquinho-da-Índia - Manuel Bandeira
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
essa foto foi tirada em abril de 66
E se o carnaval cair em abril
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
Chico Buarque
Perninha-da-Bailarina - Luna
Quando eu tinha seis anos
Ganhei uma fantasia perninha-da-bailarina
Que alegria de coração eu tinha
Porque a menina só queria estar rodopiando no salão!
Dançava ela na sala
Pra os lugares mais bonitos, mais perfumadinhos,
Ela não se importava:
Queria era estar rodopiando no salão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- A minha perninha-da-bailarina foi a minha primeira namorada.
Porquinho-da-Índia - Manuel Bandeira
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
terça-feira, outubro 11, 2005
segunda-feira, outubro 10, 2005
sábado, outubro 08, 2005
segunda-feira, outubro 03, 2005
Amo Drummond em reta, em curva
e em palavras...
O arabesco em forma de mulher
balança folhas tenras no alvo
da pele.
Transverte coxas em ritmos,
joelhos em tulipas. E dança
repousando. Agora se inclina
em túrgidas, promitentes colinas.
Todo se deita: é uma terra
semeada de minérios redondos,
braceletes, anéis multiplicados,
bandolins de doces nádegas cantantes.
Onde finda o movimento, nasce
espontânea a parábola,
e um círculo, um seio, uma enseada
fazem fluir, ininterruptamente,
a modulação da linha.
De cinco, dez sentidos, infla-se
o arabesco, maçã
polida no orvalho
de corpos a enlaçar-se e desatar-se
em curva curva curva bem-amada,
e o que o corpo inventa é coisa alada.
[CORPORAL - Drummond]
e em palavras...
O arabesco em forma de mulher
balança folhas tenras no alvo
da pele.
Transverte coxas em ritmos,
joelhos em tulipas. E dança
repousando. Agora se inclina
em túrgidas, promitentes colinas.
Todo se deita: é uma terra
semeada de minérios redondos,
braceletes, anéis multiplicados,
bandolins de doces nádegas cantantes.
Onde finda o movimento, nasce
espontânea a parábola,
e um círculo, um seio, uma enseada
fazem fluir, ininterruptamente,
a modulação da linha.
De cinco, dez sentidos, infla-se
o arabesco, maçã
polida no orvalho
de corpos a enlaçar-se e desatar-se
em curva curva curva bem-amada,
e o que o corpo inventa é coisa alada.
[CORPORAL - Drummond]
sábado, outubro 01, 2005
segunda-feira, setembro 26, 2005
PRÉ-ESTRÉIA

Amanhã dia 27 de setembro vou pra São Paulo
assistir "Documentário sobre o jornalista
Vladimir Herzog, assassinado na prisão militar
em outubro de 1975" quem assina a produção
é Ariane Porto da TAO Produções de Campinas,
que é a produtora que trabalho. Nem vou usar
muita maquiagem nos olhos porque sei que vou
chorar até, não seguro a onda de documentário...
Amanhã dia 27 de setembro vou pra São Paulo
assistir "Documentário sobre o jornalista
Vladimir Herzog, assassinado na prisão militar
em outubro de 1975" quem assina a produção
é Ariane Porto da TAO Produções de Campinas,
que é a produtora que trabalho. Nem vou usar
muita maquiagem nos olhos porque sei que vou
chorar até, não seguro a onda de documentário...
domingo, setembro 25, 2005
sábado, setembro 17, 2005
OVO EM CAMPINAS

O último a chegar vai tomar 2 gemadas... risos
É HOJE!! Espero vcs no Teatro!!
Vou com uma frente única com brilhos e
com essas unhas vermelhas da foto...
OVO baseado em conto de Clarice Lispector
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)
O último a chegar vai tomar 2 gemadas... risos
É HOJE!! Espero vcs no Teatro!!
Vou com uma frente única com brilhos e
com essas unhas vermelhas da foto...
OVO baseado em conto de Clarice Lispector
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)
quarta-feira, setembro 14, 2005
GENTE.... VAMOS FRITAR ESSE OVO JUNTOS?
OVO EM CAMPINAS - PEÇA TEATRAL

OvO - Metáfora do Sacrifício Feminino
De Clarice Lispector
Direção/Concepção de Marta Baião
Produção em Campinas: Rosi Luna
Com Robson Moreira e participações especiais:
Elaine Militão, Neuza Brito, Zetti Dias,
Savana Meirelles
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)
Contatos e reservas: TAO CAMPINAS
fone: (19) 3241-7217
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
OVO EM CAMPINAS - PEÇA TEATRAL
OvO - Metáfora do Sacrifício Feminino
De Clarice Lispector
Direção/Concepção de Marta Baião
Produção em Campinas: Rosi Luna
Com Robson Moreira e participações especiais:
Elaine Militão, Neuza Brito, Zetti Dias,
Savana Meirelles
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)
Contatos e reservas: TAO CAMPINAS
fone: (19) 3241-7217
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
segunda-feira, setembro 12, 2005
MADRUGADA POÉTICA
*** meu método para dar sono e relaxar não é
contar carneirinhos e sim contar poemas.
Interlúdio
Cecília Meireles
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.
Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.
Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.
Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.
Fico ao teu lado.
*** meu método para dar sono e relaxar não é
contar carneirinhos e sim contar poemas.
Interlúdio
Cecília Meireles
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.
Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.
Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.
Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.
Fico ao teu lado.
sábado, setembro 10, 2005
O MICO DA JAPA GIRL
Fui almoçar num restaurante japonês
despedida da minha comadre que vai
pro México amanhã.
Tô lá lutando com os pauzinhos, eis
que uma alma boa japonesa, uma senhora
chega com uns pauzinhos presos com
elástico, deu um pra mim e um pro Filipe.
E o mico leão dourado vai bem? Bota mico
nisso, o fato é que sou totalmente
descoordenada pra comer com aqueles pauzinhos.
Ai que saudade do talher da minha vida,
da minha infância querida que os micos
não apareçam mais...
Só que essa japa girl aqui adora comer
rolinhos de arroz, aquele com manga
é uma delícia non! Arigatô!!! E o gato
não morreu reu reu Dona Chica ca ca do
berrô que o mico deu....
Fui almoçar num restaurante japonês
despedida da minha comadre que vai
pro México amanhã.
Tô lá lutando com os pauzinhos, eis
que uma alma boa japonesa, uma senhora
chega com uns pauzinhos presos com
elástico, deu um pra mim e um pro Filipe.
E o mico leão dourado vai bem? Bota mico
nisso, o fato é que sou totalmente
descoordenada pra comer com aqueles pauzinhos.
Ai que saudade do talher da minha vida,
da minha infância querida que os micos
não apareçam mais...
Só que essa japa girl aqui adora comer
rolinhos de arroz, aquele com manga
é uma delícia non! Arigatô!!! E o gato
não morreu reu reu Dona Chica ca ca do
berrô que o mico deu....
quarta-feira, setembro 07, 2005
segunda-feira, setembro 05, 2005
SE CASO ACAJU ME QUEIRAS
é madrugada, embriagada de rimas, sigo
cambaleante te amando como se o amor fosse
uma estrada que tenho que percorrer aos tombos.
em todos os homens, procuro um homem sem rosto,
um vago desgosto. mas foi em julho ou agosto
que me senti um oposto. só pra tua retina,
segui minha sina, acendi a lamparina. não
te vejo, nem um lampejo. carrego pedras no
coração, pesado fardo de emoção. com a saia
branca dou voltas em rodopios e fico a ver
navios. nada no cais do porto, nem vinho do
porto, nem âncora, nem cavalo-marinho.
cavalgo uma solidão de caminhão, o vento
sopra e entro no vagão. trem, diz que vem.
meu querido, me amarra nas tuas mãos. me
prende só por uma frase. não coloca crase,
deixa livre, sem pontuação. a música toca macia,
me sinto vazia. não tenho par e me fitas no ar.
calor de iris, manda fazer um arco-iris amanhã
a tarde. nunca é tarde, pega minhas chaves,
perdi em algum lugar, abre a porta. não se
importa que a letra tá torta. escreve, se atreve,
deixa esse gosto de amor caju travoso.
diga asneiras, solte a estribeira, me encontre
na curva do acaso e se caso acaju me queiras.
acaju serás e me amarás com intensidade e teremos
um acaju caso. deixo um cajubeiju.
Luna tomando suco de caju 2:00h (dia desses)
é madrugada, embriagada de rimas, sigo
cambaleante te amando como se o amor fosse
uma estrada que tenho que percorrer aos tombos.
em todos os homens, procuro um homem sem rosto,
um vago desgosto. mas foi em julho ou agosto
que me senti um oposto. só pra tua retina,
segui minha sina, acendi a lamparina. não
te vejo, nem um lampejo. carrego pedras no
coração, pesado fardo de emoção. com a saia
branca dou voltas em rodopios e fico a ver
navios. nada no cais do porto, nem vinho do
porto, nem âncora, nem cavalo-marinho.
cavalgo uma solidão de caminhão, o vento
sopra e entro no vagão. trem, diz que vem.
meu querido, me amarra nas tuas mãos. me
prende só por uma frase. não coloca crase,
deixa livre, sem pontuação. a música toca macia,
me sinto vazia. não tenho par e me fitas no ar.
calor de iris, manda fazer um arco-iris amanhã
a tarde. nunca é tarde, pega minhas chaves,
perdi em algum lugar, abre a porta. não se
importa que a letra tá torta. escreve, se atreve,
deixa esse gosto de amor caju travoso.
diga asneiras, solte a estribeira, me encontre
na curva do acaso e se caso acaju me queiras.
acaju serás e me amarás com intensidade e teremos
um acaju caso. deixo um cajubeiju.
Luna tomando suco de caju 2:00h (dia desses)
sábado, setembro 03, 2005
QUER SENTAR?

a poltrona de leitura, a almofada de cor
vibrante como a vida deve ser...
o livro eva luna, a cubana peituda, violetas,
livros de arte - gustav klimt e leni riefenstahl
- toda decoração feita de tear manual mineiro de
algodão e tapete de fibra natural(minha sala).
* o sofá tá com uma capa mas ele é lindo
de um verde que chama "fengi"
Ela se chamará Eva, para que tenha
vontade de viver.
- Qual o sobrenome?
- Nenhum. O sobrenome não é importante.
- As precisam de sobrenome. Só os cachorros
andam por aí, tendo um nome apenas.
- Seu pai era da tribo dos filhos da Lua.
Então, que seja Eva Luna.
[ Eva Luna - Isabel Allende]
a poltrona de leitura, a almofada de cor
vibrante como a vida deve ser...
o livro eva luna, a cubana peituda, violetas,
livros de arte - gustav klimt e leni riefenstahl
- toda decoração feita de tear manual mineiro de
algodão e tapete de fibra natural(minha sala).
* o sofá tá com uma capa mas ele é lindo
de um verde que chama "fengi"
Ela se chamará Eva, para que tenha
vontade de viver.
- Qual o sobrenome?
- Nenhum. O sobrenome não é importante.
- As precisam de sobrenome. Só os cachorros
andam por aí, tendo um nome apenas.
- Seu pai era da tribo dos filhos da Lua.
Então, que seja Eva Luna.
[ Eva Luna - Isabel Allende]
quinta-feira, setembro 01, 2005
FOTO 37

sou eu
Xiiiiii ficou desfocada, foto 37 queria o que?
Um filme só tem 36 poses, pensando bem sabe
que estou começando a gostar de foto assim...
Então cara pálida se você queria saber
como estou? Branca como um pastel e de
cabelos curtos e desgranhados. O bom é lavar
e balançar, nada de escova, meu cabelo tá
repicado. Olha esse óculos é Calvin Klein
tudo bem que tem uns 5 anos mas não cai de
moda, esse modelo clássico! A foto foi
tirada ontem a tarde antes de levar um
filme pra revelar, última foto...
sou eu
Xiiiiii ficou desfocada, foto 37 queria o que?
Um filme só tem 36 poses, pensando bem sabe
que estou começando a gostar de foto assim...
Então cara pálida se você queria saber
como estou? Branca como um pastel e de
cabelos curtos e desgranhados. O bom é lavar
e balançar, nada de escova, meu cabelo tá
repicado. Olha esse óculos é Calvin Klein
tudo bem que tem uns 5 anos mas não cai de
moda, esse modelo clássico! A foto foi
tirada ontem a tarde antes de levar um
filme pra revelar, última foto...
segunda-feira, agosto 29, 2005
KIT LANCHINHO

O carro quebrou na garagem hoje bem na hora
de buscar as crianças na escola, tudo seria
perfeitamente contornável se tivesse
uma folga de tempo. Não tinha nem como
acionar a mãe do outro menino que busco
e que faço rodízio. O jeito foi apelar
pra vizinha e que a filha já tinha estudado
na mesma escola e sabe que fica numa
auto-estrada dificil até pra pegar táxi.
O bacana mesmo foi o atendimento da seguradora
Porto Seguro, além de fazer a recarga da bateria
que não dava sinal de vida deixou de cortesia um
kit lanchinho! Vem uma barrinha de cereais,
4 balas, biscoito doce, salgado e um amendoim
salsa e cebola, só essa parte que não gostei
odeio cebola! Mas é uma boa forma de beneficiar
o cliente quando tem problemas com o carro...
Kit Lanchim... vou comer tudim
O carro quebrou na garagem hoje bem na hora
de buscar as crianças na escola, tudo seria
perfeitamente contornável se tivesse
uma folga de tempo. Não tinha nem como
acionar a mãe do outro menino que busco
e que faço rodízio. O jeito foi apelar
pra vizinha e que a filha já tinha estudado
na mesma escola e sabe que fica numa
auto-estrada dificil até pra pegar táxi.
O bacana mesmo foi o atendimento da seguradora
Porto Seguro, além de fazer a recarga da bateria
que não dava sinal de vida deixou de cortesia um
kit lanchinho! Vem uma barrinha de cereais,
4 balas, biscoito doce, salgado e um amendoim
salsa e cebola, só essa parte que não gostei
odeio cebola! Mas é uma boa forma de beneficiar
o cliente quando tem problemas com o carro...
Kit Lanchim... vou comer tudim
sexta-feira, agosto 26, 2005
RAINHA DO POST-IT

É hoje a tarde a entrega do prêmio da 3M
num shopping da cidade, fui vencedora
única da melhor frase, me aguardem vou virar
a rainha do post-it.
Já resolvi a roupicha, blusa floral azul
clara e calça vermelha capri cereja e
com sapatos vermelhos combinando.
O bacana disso tudo é saber que é
o quarto concurso de frases que ganho.
Me mate e eu não sei o que escrevi em
nenhum deles... sei que agradou.
Estou sériamente inclinada a querer
mudar de área do jornalismo pra publicidade.
Será que levo jeito?
É hoje a tarde a entrega do prêmio da 3M
num shopping da cidade, fui vencedora
única da melhor frase, me aguardem vou virar
a rainha do post-it.
Já resolvi a roupicha, blusa floral azul
clara e calça vermelha capri cereja e
com sapatos vermelhos combinando.
O bacana disso tudo é saber que é
o quarto concurso de frases que ganho.
Me mate e eu não sei o que escrevi em
nenhum deles... sei que agradou.
Estou sériamente inclinada a querer
mudar de área do jornalismo pra publicidade.
Será que levo jeito?
quinta-feira, agosto 25, 2005
LUNIM MANEQUIM PRATEADIM

Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor, nomes feios
Essa mulher, flor de melancolia
Que ser ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela
Essa mulher é um mundo - uma cadela
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
[Vinicius de Moraes]
Essa mulher que se arremessa, fria
E lúbrica aos meus braços, e nos seios
Me arrebata e me beija e balbucia
Versos, votos de amor, nomes feios
Essa mulher, flor de melancolia
Que ser ri dos meus pálidos receios
A única entre todas a quem dei
Os carinhos que nunca a outra daria
Essa mulher que a cada amor proclama
A miséria e a grandeza de quem ama
E guarda a marca dos meus dentes nela
Essa mulher é um mundo - uma cadela
Talvez... - mas na moldura de uma cama
Nunca mulher nenhuma foi tão bela!
[Vinicius de Moraes]
terça-feira, agosto 23, 2005
NUNCA HOUVE MULHER COMO LUNA
Tava com essa frase na cabeça quando comprei aquele
corpete tomara que caia e saia de tafetá verde,
nossa meu sexy appeal depois dos enchimentos
nos seios que mandei colocar vão estourar termômetros.
Graças a um analista de conteúdo que tenho,
pude corrigir o erro. Não é a Greta e sim Rita
a mulher a que me referi. De quebra fui vasculhar
a vida da diva do cinema e descobri que morreu
cedo com sessenta e poucos anos...
"Nunca houve uma mulher como Gilda, com exceção de sua
intérprete, Rita Hayworth. A sereia ruiva, síntese de todo
o sexy appeal feminino, nos deixou em 1987, aos 68 anos,
vítima do mal de Alzheimer. Mas o que ficou congelado nas
nossas mentes é aquela charmosa sacudidela de cabelos, em
sua primeira cena no filme Gilda".
Tava com essa frase na cabeça quando comprei aquele
corpete tomara que caia e saia de tafetá verde,
nossa meu sexy appeal depois dos enchimentos
nos seios que mandei colocar vão estourar termômetros.
Graças a um analista de conteúdo que tenho,
pude corrigir o erro. Não é a Greta e sim Rita
a mulher a que me referi. De quebra fui vasculhar
a vida da diva do cinema e descobri que morreu
cedo com sessenta e poucos anos...
"Nunca houve uma mulher como Gilda, com exceção de sua
intérprete, Rita Hayworth. A sereia ruiva, síntese de todo
o sexy appeal feminino, nos deixou em 1987, aos 68 anos,
vítima do mal de Alzheimer. Mas o que ficou congelado nas
nossas mentes é aquela charmosa sacudidela de cabelos, em
sua primeira cena no filme Gilda".
segunda-feira, agosto 22, 2005
POR ONDE ANDA VOCÊ...
Estou como na música por onde anda você
que quase ninguém vê...
Pra começar, hoje quase atropelei uma
mãe dona porca, acredite 4 filhotes
atravessaram, vi de longe e quando
estava passando, veio a mãe desabalada.
Agora imagina o drama de consciência
se atropelasse mesmo uma mãe de família,
sorte que mandei consertar os freios semana
passada. É que tenho mania de pegar um caminho
pela Vila Brandina que é reduto de fazendas, acho
bucólico cruzar com cavalos, bodes, patos e
outros bichos, só que a dona porca quase me
mata de susto.
Continuo um trabalho aqui que termina
em setembro, logo ando agitando a
procura por um emprego fixo. Sinto
muito porque a minha carreira na literatura
parece travar quando volto a ser empregada.
A novidade é que comprei o corpete e
saia verde bandeira no sábado. Agora já sabem
quem quiser pode me achar a cara de Gilda
do filme com a belissima Greta Garbo
com esse tomara que caia, só faltam as luvas!
Estou como na música por onde anda você
que quase ninguém vê...
Pra começar, hoje quase atropelei uma
mãe dona porca, acredite 4 filhotes
atravessaram, vi de longe e quando
estava passando, veio a mãe desabalada.
Agora imagina o drama de consciência
se atropelasse mesmo uma mãe de família,
sorte que mandei consertar os freios semana
passada. É que tenho mania de pegar um caminho
pela Vila Brandina que é reduto de fazendas, acho
bucólico cruzar com cavalos, bodes, patos e
outros bichos, só que a dona porca quase me
mata de susto.
Continuo um trabalho aqui que termina
em setembro, logo ando agitando a
procura por um emprego fixo. Sinto
muito porque a minha carreira na literatura
parece travar quando volto a ser empregada.
A novidade é que comprei o corpete e
saia verde bandeira no sábado. Agora já sabem
quem quiser pode me achar a cara de Gilda
do filme com a belissima Greta Garbo
com esse tomara que caia, só faltam as luvas!
sexta-feira, agosto 19, 2005
quinta-feira, agosto 18, 2005
COISINHAS DO DIA
Fui deixar o carro no mecânico, o freio devia estar
quase banguela, comeu os dentes, a correia... olha
o perigo! Na volta quis fazer exercício e encarei
10 quadras a pé... cheguei esbaforida... pra não
dizer quase morta!
Tomei banho, e fui ler um pouco, minha última
aquisição "EVA LUNA - Isabel Allende" ...
"Chamo-me Eva, que quer dizer vida, segundo um livro
que minha mãe consultou para escolher meu nome.
Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e
cresci entre móveis antigos, livros em latim e
múmias humanas, embora isso não me tenha tornado
melancólica, pois vim ao mundo tendo na memória
um hálito de selva".
Fui deixar o carro no mecânico, o freio devia estar
quase banguela, comeu os dentes, a correia... olha
o perigo! Na volta quis fazer exercício e encarei
10 quadras a pé... cheguei esbaforida... pra não
dizer quase morta!
Tomei banho, e fui ler um pouco, minha última
aquisição "EVA LUNA - Isabel Allende" ...
"Chamo-me Eva, que quer dizer vida, segundo um livro
que minha mãe consultou para escolher meu nome.
Nasci no quarto dos fundos de uma casa sombria e
cresci entre móveis antigos, livros em latim e
múmias humanas, embora isso não me tenha tornado
melancólica, pois vim ao mundo tendo na memória
um hálito de selva".
terça-feira, agosto 16, 2005
A ESPECIALISTA
GANHEI O CONCURSO DE FRASES DA 3M
Vencedora única - o prêmio é um stand completo
de material de escritório vou ter POST- IT até o final
da vida, tem também alguns materiais para cozinha e
material de curativo etc.
O bacana é que só esse semestre já somam 4 concursos
de frases - um do lançamento do filme Romeu e Julieta
outro da gravadora trama sobre Elis Regina, outro
dia das mães na Decathlon e agora esse da 3M no
Shopping Iguatemi. Todo mundo me diz que precisava
me dedicar mais a escrita, pronto agora já sei, vou
ser ESPECIALISTA em frases, que acham?
PS. detalhe não fiz cópia do que escrevi, acabei,
coloquei na urna e fui embora, só hoje quando recebi
o telefonema falando que querem marcar uma solenidade
para a entrega do prêmio é que lembrei da participação.
GANHEI O CONCURSO DE FRASES DA 3M
Vencedora única - o prêmio é um stand completo
de material de escritório vou ter POST- IT até o final
da vida, tem também alguns materiais para cozinha e
material de curativo etc.
O bacana é que só esse semestre já somam 4 concursos
de frases - um do lançamento do filme Romeu e Julieta
outro da gravadora trama sobre Elis Regina, outro
dia das mães na Decathlon e agora esse da 3M no
Shopping Iguatemi. Todo mundo me diz que precisava
me dedicar mais a escrita, pronto agora já sei, vou
ser ESPECIALISTA em frases, que acham?
PS. detalhe não fiz cópia do que escrevi, acabei,
coloquei na urna e fui embora, só hoje quando recebi
o telefonema falando que querem marcar uma solenidade
para a entrega do prêmio é que lembrei da participação.
sábado, agosto 13, 2005
quinta-feira, agosto 11, 2005
segunda-feira, agosto 08, 2005
LIVRO DE ARTE

Tenho esse livro de arte comprado numa daquelas
promoções 60% off e que você não se arrepende jamais.
Na época fiquei folheando e falava para o vendedor
se não tiver o quadro "o beijo" não levo.
E folha pra lá e folha pra cá, encontro aquele
beijo que eu queria tanto me deliciar com a
imagem todos os dias. O livro está numa mesa
de vidro de canto na sala, é uma mesa que chama
diamante, as garras de madeira parecem mesmo
abraçar o vidro, em cima estão dois livros, um abajur
um vaso com violetas, uma bomboniére de cristal.
A capa também é linda, um dia tive um sonho que eu
era a modelo e que o pintor me pedia para
não me mover. O peito era igualzinho com essa rodinha
rósea e mamilo protuberante, não sei como meu cabelo
era tão grande que batia no joelho. Acho que misturei
os quadros, esse era com aquela da mulher na concha.
Também em sonho é tudo meio confuso!
Imagina musa do Klimt, isso é mesmo sonho! Me belisca.
Tenho esse livro de arte comprado numa daquelas
promoções 60% off e que você não se arrepende jamais.
Na época fiquei folheando e falava para o vendedor
se não tiver o quadro "o beijo" não levo.
E folha pra lá e folha pra cá, encontro aquele
beijo que eu queria tanto me deliciar com a
imagem todos os dias. O livro está numa mesa
de vidro de canto na sala, é uma mesa que chama
diamante, as garras de madeira parecem mesmo
abraçar o vidro, em cima estão dois livros, um abajur
um vaso com violetas, uma bomboniére de cristal.
A capa também é linda, um dia tive um sonho que eu
era a modelo e que o pintor me pedia para
não me mover. O peito era igualzinho com essa rodinha
rósea e mamilo protuberante, não sei como meu cabelo
era tão grande que batia no joelho. Acho que misturei
os quadros, esse era com aquela da mulher na concha.
Também em sonho é tudo meio confuso!
Imagina musa do Klimt, isso é mesmo sonho! Me belisca.
domingo, agosto 07, 2005
DOMINGO
Domingo é aquele dia que vc dá todas as desculpas
pra não fazer nada. Quero trabalhar e falo para
mim mesmo "ah dá uma folga hoje é domingo".
Aí no final da tarde, aquele tom róseo do sol
e fiz um café com trufas com café normal, pq
se não misturar fica enjoativo e comi bolo
tirolês da casa suiça. Fico pensando será que
aquela dor no peito que tive ontem era um
entupimento no coração ou entupimento no
cérebro, ando pensando tanta bobagem.
Queria colocar uma foto cubana em homenagem
ao querido Ferrer que morreu ao 78 anos,
não sei que foto colocar, mais tarde tento
achar uma foto legal, parece que quando
tem foto minha, tem mais ibope na página,
onde já se viu isso!!!!
Domingo é aquele dia que vc dá todas as desculpas
pra não fazer nada. Quero trabalhar e falo para
mim mesmo "ah dá uma folga hoje é domingo".
Aí no final da tarde, aquele tom róseo do sol
e fiz um café com trufas com café normal, pq
se não misturar fica enjoativo e comi bolo
tirolês da casa suiça. Fico pensando será que
aquela dor no peito que tive ontem era um
entupimento no coração ou entupimento no
cérebro, ando pensando tanta bobagem.
Queria colocar uma foto cubana em homenagem
ao querido Ferrer que morreu ao 78 anos,
não sei que foto colocar, mais tarde tento
achar uma foto legal, parece que quando
tem foto minha, tem mais ibope na página,
onde já se viu isso!!!!
sexta-feira, agosto 05, 2005
COLUNA EM FRENTE...
Blogáticos todo mundo sabe que não é sempre
que estou na coluna social. Então quem
quiser me ver, vai nesse endereço e clica
no lado esquerdo em high society e depois
em cima da foto em que apareço com o Lord
Inglês Cesar Gioggi - colunista do Estadão.
Ele tá acostumado com coluna mas eu... só
apareço em coluna grega ou em coluna de soldado...
em frente marche...
www.highsocietyonline.com.br
Blogáticos todo mundo sabe que não é sempre
que estou na coluna social. Então quem
quiser me ver, vai nesse endereço e clica
no lado esquerdo em high society e depois
em cima da foto em que apareço com o Lord
Inglês Cesar Gioggi - colunista do Estadão.
Ele tá acostumado com coluna mas eu... só
apareço em coluna grega ou em coluna de soldado...
em frente marche...
www.highsocietyonline.com.br
quinta-feira, agosto 04, 2005
MANIAS
Tenho mania de todo dia beber água e poesia,
é uma sede que só passa quando degusto
uns versinhos em golinhos...
-------------------------------------------
Gosto desse teu ar tristonho,
desse olhar de melancolia,
mesmo nos momentos de prazer e de sonho,
ou nos instantes de amor e de alegria...
Gosto dessa tua expressão de ternura
tão suave e feminina,
desse olhar de ventura
com um brilho úmido a luzir num profundo langor...
Desse teu olhar de meiguice que me cativa e domina,
tu que dás sempre a impressão de quem precisa
de proteção e amor...
Desse teu ar de menina, desse teu ar
que te faz mais mulher
ao meu olhar...
...
Gosto de ti assim, pequenina, macia,
quando te aperto contra mim e te sinto
minha(inteiramente nua)
e tens um ar abandonado, como quem caminha
sonâmbula, por um estranho caminho
feito de céu e de lua...
[J. G. de Araújo Jorge - Razões de amor...]
Tenho mania de todo dia beber água e poesia,
é uma sede que só passa quando degusto
uns versinhos em golinhos...
-------------------------------------------
Gosto desse teu ar tristonho,
desse olhar de melancolia,
mesmo nos momentos de prazer e de sonho,
ou nos instantes de amor e de alegria...
Gosto dessa tua expressão de ternura
tão suave e feminina,
desse olhar de ventura
com um brilho úmido a luzir num profundo langor...
Desse teu olhar de meiguice que me cativa e domina,
tu que dás sempre a impressão de quem precisa
de proteção e amor...
Desse teu ar de menina, desse teu ar
que te faz mais mulher
ao meu olhar...
...
Gosto de ti assim, pequenina, macia,
quando te aperto contra mim e te sinto
minha(inteiramente nua)
e tens um ar abandonado, como quem caminha
sonâmbula, por um estranho caminho
feito de céu e de lua...
[J. G. de Araújo Jorge - Razões de amor...]
quarta-feira, agosto 03, 2005
TEATRAL
Hoje fizemos leitura dramática de uma peça
da Hilda Hilst - O rato no Muro no TAO
gostei especialmente desse trecho:
Irmã H - Mas tu serás assim tão velho? E tão
triste? E eu poderia ainda te cantar como um
dia te cantei? Se algum irmão de sangue, de
poesia, mago de duplas cores no meu manto,
testemunhou seu anjo em muitos cantos, eu,
de alma tão sofrida de inocências, o meu não
cantaria? E antes deste amor, que passeio entre
sombras? Tantas luas ausentes e veladas fontes!
Que asperezas de tato descobri nas coisas de
contexto delicado. Andei, em direção oposta
aos grandes ventos. Nos pássaros mais altos
meu olhar de novo incandescia. Ah, fui sempre
a das visões tardias! Desde sempre caminho
entre dois mundos, mas a tua face é aquela
onde me via...Mas, tu serás assim tão velho
e tão triste?
Hoje fizemos leitura dramática de uma peça
da Hilda Hilst - O rato no Muro no TAO
gostei especialmente desse trecho:
Irmã H - Mas tu serás assim tão velho? E tão
triste? E eu poderia ainda te cantar como um
dia te cantei? Se algum irmão de sangue, de
poesia, mago de duplas cores no meu manto,
testemunhou seu anjo em muitos cantos, eu,
de alma tão sofrida de inocências, o meu não
cantaria? E antes deste amor, que passeio entre
sombras? Tantas luas ausentes e veladas fontes!
Que asperezas de tato descobri nas coisas de
contexto delicado. Andei, em direção oposta
aos grandes ventos. Nos pássaros mais altos
meu olhar de novo incandescia. Ah, fui sempre
a das visões tardias! Desde sempre caminho
entre dois mundos, mas a tua face é aquela
onde me via...Mas, tu serás assim tão velho
e tão triste?
segunda-feira, agosto 01, 2005
DÁ PÉ

Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada purpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouo levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
[Pablo Neruda - Os teus pés]
Quando não posso contemplar teu rosto,
contemplo os teus pés.
Teus pés de osso arqueado,
teus pequenos pés duros.
Eu sei que te sustentam
e que teu doce peso
sobre eles se ergue.
Tua cintura e teus seios,
a duplicada purpura
dos teus mamilos,
a caixa dos teus olhos
que há pouo levantaram voo,
a larga boca de fruta,
tua rubra cabeleira,
pequena torre minha.
Mas se amo os teus pés
é só porque andaram
sobre a terra e sobre
o vento e sobre a água,
até me encontrarem.
[Pablo Neruda - Os teus pés]
domingo, julho 31, 2005
sexta-feira, julho 29, 2005
quarta-feira, julho 27, 2005
MARTELADAS
Hoje acordei as 8h. com umas marteladas na cabeça.
Atordoda, achei que era algum sonho ruim, um complô
pra explodir meu cérebro. E o pei pei pei não parava.
Procurava em vão aquele canto de passarinhos,
a doce brisa da manhã e nada. Abri os olhos e soube
que se tratava apenas de pedreiros quebrando uma parede
em outro andar. O curioso foi quando desci pra ir
almoçar e falei com o porteiro. Tinha certeza que
o som vinha de cima, acredite se quiser mas era
do segundo andar e eu moro no quarto. Como pode
um som andar desse jeito e vim parar bem em cima
da minha cabeça sonolenta lenta lenta de marré marré.
Hoje acordei as 8h. com umas marteladas na cabeça.
Atordoda, achei que era algum sonho ruim, um complô
pra explodir meu cérebro. E o pei pei pei não parava.
Procurava em vão aquele canto de passarinhos,
a doce brisa da manhã e nada. Abri os olhos e soube
que se tratava apenas de pedreiros quebrando uma parede
em outro andar. O curioso foi quando desci pra ir
almoçar e falei com o porteiro. Tinha certeza que
o som vinha de cima, acredite se quiser mas era
do segundo andar e eu moro no quarto. Como pode
um som andar desse jeito e vim parar bem em cima
da minha cabeça sonolenta lenta lenta de marré marré.
terça-feira, julho 26, 2005
SADE
12:50 ligo na Antena 1 - via micro e Sade
canta lindamente, até respiro com uma
música dessas. Como ela pode ter essa
voz de veludo que dá vontade de passar
a mão, é uma canção para aqueles momentos
sabe - a dois. Rouca e cheia de vontades.
Tenho pilhas de trabalho, aproveito o momento
e deixo a música me invadir, sou feliz
nesse tempo musical.
12:50 ligo na Antena 1 - via micro e Sade
canta lindamente, até respiro com uma
música dessas. Como ela pode ter essa
voz de veludo que dá vontade de passar
a mão, é uma canção para aqueles momentos
sabe - a dois. Rouca e cheia de vontades.
Tenho pilhas de trabalho, aproveito o momento
e deixo a música me invadir, sou feliz
nesse tempo musical.
RESPIRAR OU ESCREVER
Esse tempo de esquenta e esfria pegou meu nariz
de novo, peguei gripe, daquelas que vão migrando
pra garganta, agora peguei tosse, e vão migrando
para o corpo, agora parece que foi atropelado.
Em resumo, sem respirar direito, a noite vira
uma agonia, faço inalação e nada. Só agora
percebo como a noite é comprida, é noite que
não acaba mais.
Acordo com um telefonema de uma faxineira do
último lugar que trabalhei fixo. Ela fala que
viu um concurso para jornalista e quer que eu
participe, é em outra cidade, mas ela se mostra
esperançosa. Diz que preciso ser jornalista.
Por um momento paro pra reflexão e vejo como
uma pessoa simples pode acertar exatamente do
que preciso. Fico em dúvida se preciso respirar
ou escrever?
Esse tempo de esquenta e esfria pegou meu nariz
de novo, peguei gripe, daquelas que vão migrando
pra garganta, agora peguei tosse, e vão migrando
para o corpo, agora parece que foi atropelado.
Em resumo, sem respirar direito, a noite vira
uma agonia, faço inalação e nada. Só agora
percebo como a noite é comprida, é noite que
não acaba mais.
Acordo com um telefonema de uma faxineira do
último lugar que trabalhei fixo. Ela fala que
viu um concurso para jornalista e quer que eu
participe, é em outra cidade, mas ela se mostra
esperançosa. Diz que preciso ser jornalista.
Por um momento paro pra reflexão e vejo como
uma pessoa simples pode acertar exatamente do
que preciso. Fico em dúvida se preciso respirar
ou escrever?
sexta-feira, julho 22, 2005
EMBRULHA UM BANDEIRA PRA PRESENTE
Esse poema é para...
---------------------------------------------------------
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
[Arte de amar - Manuel Bandeira
Esse poema é para...
---------------------------------------------------------
Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma.
A alma é que estraga o amor.
Só em Deus ela pode encontrar satisfação.
Não noutra alma.
Só em Deus - ou fora do mundo.
As almas são incomunicáveis.
Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo.
Porque os corpos se entendem, mas as almas não.
[Arte de amar - Manuel Bandeira
quarta-feira, julho 20, 2005
CARA OU COROA?

Rosi Luna na festa de XX VII Profissionais do Ano de coroa
brincando "vou-me embora pra Pasárgada - Lá sou amigo do rei"
Cheguei de viagem e caí logo na gandaia, a festa dos profissionais
da propaganda foi apresentada por aquela garota que fez o papel
de cabocla numa novela e um rapaz que tb é global não tenho idéia
do nome dele. A festa foi o máximo, na entrada alguns perfomáticos
um cara com aquelas lentes brancas de vampiro e uma meninas
vestidas de bailarinas. A decoração era com bolas coloridas que
ficavam espalhadas(daquelas que ficam em pé sózinhas) e no chão
também teve uma hora que todo mundo pisoteou, foi um estrondo só
e nas mesas uma coroa dessas que estou usando na foto e aquelas
balas coloridas chamada confete que passei a noite comendo, sou
uma formiguinha. Imagina que hoje estou um pó, mas valeu balançar
o esqueleto!!!
PS. na entrada vc recebia um botom que piscava
o tempo todo (tô usando) e uma pulseira que no escuro brilha.
Rosi Luna na festa de XX VII Profissionais do Ano de coroa
brincando "vou-me embora pra Pasárgada - Lá sou amigo do rei"
Cheguei de viagem e caí logo na gandaia, a festa dos profissionais
da propaganda foi apresentada por aquela garota que fez o papel
de cabocla numa novela e um rapaz que tb é global não tenho idéia
do nome dele. A festa foi o máximo, na entrada alguns perfomáticos
um cara com aquelas lentes brancas de vampiro e uma meninas
vestidas de bailarinas. A decoração era com bolas coloridas que
ficavam espalhadas(daquelas que ficam em pé sózinhas) e no chão
também teve uma hora que todo mundo pisoteou, foi um estrondo só
e nas mesas uma coroa dessas que estou usando na foto e aquelas
balas coloridas chamada confete que passei a noite comendo, sou
uma formiguinha. Imagina que hoje estou um pó, mas valeu balançar
o esqueleto!!!
PS. na entrada vc recebia um botom que piscava
o tempo todo (tô usando) e uma pulseira que no escuro brilha.
quinta-feira, julho 14, 2005
LUNA LITORAL

Viajo pra São Sebastião não sei quando volto não...
Talvez na terça da semana que vem... se der escrevo
no blog... não sei como é a conexão por lá...
beijos praianos a quem me visitar por aqui
-------------------------------------------------------
As praias desertas continuam
Esperando por nós dois
A este encontro eu não devo faltar
O mar que brinca na areia
Está sempre a chamar
Agora eu sei que não posso faltar
O vento que venta lá fora
O mato onde não vai ninguém
Tudo me diz
Não podes mais fingir
Porque tudo na vida há de ser sempre assim
Se eu gosto de você
E você gosta de mim
As praias desertas continuam
Esperando por nós dois
[As Praias Desertas - Tom Jobim]
Viajo pra São Sebastião não sei quando volto não...
Talvez na terça da semana que vem... se der escrevo
no blog... não sei como é a conexão por lá...
beijos praianos a quem me visitar por aqui
-------------------------------------------------------
As praias desertas continuam
Esperando por nós dois
A este encontro eu não devo faltar
O mar que brinca na areia
Está sempre a chamar
Agora eu sei que não posso faltar
O vento que venta lá fora
O mato onde não vai ninguém
Tudo me diz
Não podes mais fingir
Porque tudo na vida há de ser sempre assim
Se eu gosto de você
E você gosta de mim
As praias desertas continuam
Esperando por nós dois
[As Praias Desertas - Tom Jobim]
quinta-feira, julho 07, 2005
BRRRRRRRR
Brrrrrrr tô batendo os dentes com o frio louco
que está fazendo. Estou mais embrulhada que
múmia... de pijama, meias felpudas e roupão
flanelado. Os dedos quase não conseguem digitar
uma mensagem, diria mesmo que até meu cérebro
congelou. Um chá quente peloamordedeus, eu
vou eu vou tomar agora eu vou...
Brrrrrrr tô batendo os dentes com o frio louco
que está fazendo. Estou mais embrulhada que
múmia... de pijama, meias felpudas e roupão
flanelado. Os dedos quase não conseguem digitar
uma mensagem, diria mesmo que até meu cérebro
congelou. Um chá quente peloamordedeus, eu
vou eu vou tomar agora eu vou...
terça-feira, julho 05, 2005
ROSA ROSA
Nenhum sol doura
& adorna o olhar
mais que ela, rosa
amarela
nem o cristal mais
puro sabe a luz
como esta rosa
vermelha
nenhuma luz que
ilumine esplêndida
irradia tão pura e
branca rosa
nem um dia de
sol a pino mais
lume se esta
rosa rosa
isto apenas
linhas recurvas
e retas contra
a alvura do silêncio
estrelas de tinta
cintilando
insondáveis desejos
fome de papel...
[Rosa, AE, II, Elson Fróes]
Nenhum sol doura
& adorna o olhar
mais que ela, rosa
amarela
nem o cristal mais
puro sabe a luz
como esta rosa
vermelha
nenhuma luz que
ilumine esplêndida
irradia tão pura e
branca rosa
nem um dia de
sol a pino mais
lume se esta
rosa rosa
isto apenas
linhas recurvas
e retas contra
a alvura do silêncio
estrelas de tinta
cintilando
insondáveis desejos
fome de papel...
[Rosa, AE, II, Elson Fróes]
segunda-feira, julho 04, 2005
CAFÉ

Essa é a mesa do café que preparei para as Anjas
de Prata - Rê e Mariazinha que estiveram na Mansão
Lunar em Campinas. Tudo geométrico, copos quadrados
com jogo americano de bolinhas.
Viu que tem até porta-guardanapos de formato de lua.
Se alguém quiser tomar café comigo é só ligar.
Tô esperando eih cara pálida!
Essa é a mesa do café que preparei para as Anjas
de Prata - Rê e Mariazinha que estiveram na Mansão
Lunar em Campinas. Tudo geométrico, copos quadrados
com jogo americano de bolinhas.
Viu que tem até porta-guardanapos de formato de lua.
Se alguém quiser tomar café comigo é só ligar.
Tô esperando eih cara pálida!
quinta-feira, junho 30, 2005
quarta-feira, junho 22, 2005
AMADA AMANTE

pintura de Jeanne Hébuterne
a amada de Modigliani
Dança
Paulo Mont'Alverne
Eu me lembro de teu corpo
Esgueirando-se sensual
Pela gula de meu olhar.
No compasso rítmico,
Sibilando,
Trazendo para mim
Tua arte feita de carne.
Degusto na memória,
Ansioso,
O arfar de teus seios
E o suor de tua face.
Que gozo escondia teu sorriso?
pintura de Jeanne Hébuterne
a amada de Modigliani
Dança
Paulo Mont'Alverne
Eu me lembro de teu corpo
Esgueirando-se sensual
Pela gula de meu olhar.
No compasso rítmico,
Sibilando,
Trazendo para mim
Tua arte feita de carne.
Degusto na memória,
Ansioso,
O arfar de teus seios
E o suor de tua face.
Que gozo escondia teu sorriso?
terça-feira, junho 21, 2005
CRONICAL
Se alguém quiser ler minha crônica na íntegra
vai em www.anjosdeprata.com.br clica em autores
Rosi Luna e leia se concorda com esse email que
recebi que elegeu esses os "melhores momentos".
Tem horas não creio, fui eu mesma que escrevi?
Assino em baixo, tb gostei dessas frases.
PS. tô doentona, gripona e chatona não estou
pra ninguém, por isso que nem aqui no blog tô vindo.
--------------------------------------------------
Tudo tão puro como o linho do papel, escrita
soltinha como quilo a granel. Nunca soube medir
diferenças - escritor é quem escreve, seja sério
ou despaltério.
Teus olhos nunca os encontrei, teus textos amei
e todas as letras do mundo digitei.
Pelos olhos das letras vejo uma constelação de
idéias, sorrindo frases enluaradas pela linha.
Rubra Letra - que se imprima toda poesia de
gaveta no planeta.
O grande encontro se deu mesmo foi na cibernética,
teus olhos nunca me disseram nada concreto, mas
tuas letras eram filtros por onde passava a luz
das tuas idéias.
Se alguém quiser ler minha crônica na íntegra
vai em www.anjosdeprata.com.br clica em autores
Rosi Luna e leia se concorda com esse email que
recebi que elegeu esses os "melhores momentos".
Tem horas não creio, fui eu mesma que escrevi?
Assino em baixo, tb gostei dessas frases.
PS. tô doentona, gripona e chatona não estou
pra ninguém, por isso que nem aqui no blog tô vindo.
--------------------------------------------------
Tudo tão puro como o linho do papel, escrita
soltinha como quilo a granel. Nunca soube medir
diferenças - escritor é quem escreve, seja sério
ou despaltério.
Teus olhos nunca os encontrei, teus textos amei
e todas as letras do mundo digitei.
Pelos olhos das letras vejo uma constelação de
idéias, sorrindo frases enluaradas pela linha.
Rubra Letra - que se imprima toda poesia de
gaveta no planeta.
O grande encontro se deu mesmo foi na cibernética,
teus olhos nunca me disseram nada concreto, mas
tuas letras eram filtros por onde passava a luz
das tuas idéias.
sábado, junho 18, 2005
AGENDA DE CINEMA E SHOW
Guia do Mochileiro das Galáxias- fui
na quarta-feira, pena que o autor
Douglas Adams não tenha visto o filme
concluído. Amei a cena que eles estão
enchendo os oceanos com mangueira.
Li um outro livro dele que chama
"o restaurante no fim do universo".
É que humor inglês é esquisito, tem
horas que só provoca um riso amarelo.
Bacaninha o filme, mesmo pra quem não
gosta de ficção como eu.
Queda- As últimas horas de Hitler -
Adolf Hitler tá vivo, pq o Bruno Ganz
é a própria reencarnação. A cena que
serram um braço, e tem mais uns pés
numa bacia é de arrepiar. Só consegui
abrir uma pouquinho o olho. Gostei
muito do filme, ainda mais depois de
ter feito o trabalho sobre a cineasta
de Hitler não podia deixar de ver.
Melinda e Melinda - não dá pra
perder uma comédia de Woody Allen,
aliás foi por pouco que não assisti,
um probleminha de horário e acabei
assistindo o do Hitler.
Show do Manu Chao amanhã no SESC
em São Paulo, nem que a vaca tussa
eu consigo ir. A vaca tomou xarope,
logo já viu...
Guia do Mochileiro das Galáxias- fui
na quarta-feira, pena que o autor
Douglas Adams não tenha visto o filme
concluído. Amei a cena que eles estão
enchendo os oceanos com mangueira.
Li um outro livro dele que chama
"o restaurante no fim do universo".
É que humor inglês é esquisito, tem
horas que só provoca um riso amarelo.
Bacaninha o filme, mesmo pra quem não
gosta de ficção como eu.
Queda- As últimas horas de Hitler -
Adolf Hitler tá vivo, pq o Bruno Ganz
é a própria reencarnação. A cena que
serram um braço, e tem mais uns pés
numa bacia é de arrepiar. Só consegui
abrir uma pouquinho o olho. Gostei
muito do filme, ainda mais depois de
ter feito o trabalho sobre a cineasta
de Hitler não podia deixar de ver.
Melinda e Melinda - não dá pra
perder uma comédia de Woody Allen,
aliás foi por pouco que não assisti,
um probleminha de horário e acabei
assistindo o do Hitler.
Show do Manu Chao amanhã no SESC
em São Paulo, nem que a vaca tussa
eu consigo ir. A vaca tomou xarope,
logo já viu...
sexta-feira, junho 17, 2005
ROSA VERMELHA

Mandei fazer um
Bouquet pra minha
Amada
Mas sendo ele de
Bonina disfarçada
Como o brilho da
Estrela matutina
Adeus, menina, linda
Flor da madrugada
A rosa vermelha é
Meu bem querer
A rosa vermelha e
Branca hei de amar
Até morrer
UM BOUQUET PARA UMA ROSA
(Alceu Valença, baseado em canções
folclóricas de Alagoas e Pernambuco)
Mandei fazer um
Bouquet pra minha
Amada
Mas sendo ele de
Bonina disfarçada
Como o brilho da
Estrela matutina
Adeus, menina, linda
Flor da madrugada
A rosa vermelha é
Meu bem querer
A rosa vermelha e
Branca hei de amar
Até morrer
UM BOUQUET PARA UMA ROSA
(Alceu Valença, baseado em canções
folclóricas de Alagoas e Pernambuco)
quinta-feira, junho 16, 2005
BOOM BLOOMSDAY

"Sentia tuas nádegas gordas e suadas
debaixo de meu ventre e via teu rosto
em fogacho e teus olhos aloucados".
[Retirado das cartas de Joyce para Nora]
------------------------------------------------
JAMES JOYCE é o irlandês mais célebre do século
e o autor do principal romance moderno, "Ulisses",
cuja ação se passa inteiramente em Dublin em
apenas um dia --16 de junho de 1904.
O dia é comemorado no mundo inteiro, inclusive
no Brasil, pelos fãs do escritor, e na Irlanda é
uma espécie de data nacional. Por todo o país
são realizadas festividades, leituras, palestras
e bebedeiras em homenagem ao Bloomsday, o dia de
Leopold Bloom, o personagem central do
livro.
-------------------------------------------------
"E acrescentou em tom sacerdotal:
- Pois isto, meus bem-amados, é a verdadeira
cristina: corpo e alma e sangue e feridas.
Música lenta, por favor. Fechem os olhos, senhores.
Um momento. Um pequeno problema com esses
corpúsculos brancos. Silêncio, todos.
Ele olhou de soslaio para cima e soltou um longo
e lento assobio de chamada, depois fez por um
momento uma pausa em atenção enlevada, com seus
dentes iguais e brancos brilhando aqui e ali
pontilhados de ouro. Crisóstomo. Dois fortes
assobios estridentes responderam através da calma".
[Trecho de Ulisses - James Joyce]
"Sentia tuas nádegas gordas e suadas
debaixo de meu ventre e via teu rosto
em fogacho e teus olhos aloucados".
[Retirado das cartas de Joyce para Nora]
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JAMES JOYCE é o irlandês mais célebre do século
e o autor do principal romance moderno, "Ulisses",
cuja ação se passa inteiramente em Dublin em
apenas um dia --16 de junho de 1904.
O dia é comemorado no mundo inteiro, inclusive
no Brasil, pelos fãs do escritor, e na Irlanda é
uma espécie de data nacional. Por todo o país
são realizadas festividades, leituras, palestras
e bebedeiras em homenagem ao Bloomsday, o dia de
Leopold Bloom, o personagem central do
livro.
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"E acrescentou em tom sacerdotal:
- Pois isto, meus bem-amados, é a verdadeira
cristina: corpo e alma e sangue e feridas.
Música lenta, por favor. Fechem os olhos, senhores.
Um momento. Um pequeno problema com esses
corpúsculos brancos. Silêncio, todos.
Ele olhou de soslaio para cima e soltou um longo
e lento assobio de chamada, depois fez por um
momento uma pausa em atenção enlevada, com seus
dentes iguais e brancos brilhando aqui e ali
pontilhados de ouro. Crisóstomo. Dois fortes
assobios estridentes responderam através da calma".
[Trecho de Ulisses - James Joyce]
terça-feira, junho 14, 2005
JÁ QUE ESSE BLOG ANDA AS MOSCAS
Fazem anos tive a idéia de reunir uma antologia
universal da mosca. Continuo querendo. Sem embargo,
logo me dei conta de se tratar uma empresa praticamente
infinita.A mosca invade todas as literaturas e, claro,
onde alguém põe o olho encontra a mosca. Não há verdadeiro
escritor que em uma oportunidade não lhe tenha dedicado
um poema, uma página, um parágrafo, uma linha; e se é
escritor e não o tenha feito, aconselho-te que siga o
meu exemplo e corras a fazê-lo. As moscas são Eumênides,
Erínias; são castigadoras. São as vingadoras de não sabemos
o quê; mas sabes que alguma vez te perseguiram e que te
perseguirão sempre. Elas vigiam. São as enviadas de
alguém inominável, boníssimo e maligno. Seguem-te.
Observam-te.
...
A mosca que pousou no seu nariz é descendente direta
da que pousou no de Cleópatra. Uma vez mais caí nas
alusões retóricas pré-fabricadas que todo mundo já fez
antes.A mosca quer que a envolva nesta atmosfera de reis,
papas e imperadores. Consegue. Domina-te. Não podes falar
dela sem sentir-se inclinado a grandeza. Oh, Melville,
terias que recorrer a todos os mares para instalar ao fim
essa grande baleia sobre teu escritório em Pittsfiel,
Massachusetts, sem reparar que o mal revoava desde muito
ao redor do teu sorvete de morango nas calorosas tardes de
tua infância, passados anos, sobre ti mesmo quando ao
crepúsculo te arrancava um que outro pelo da barba dourada
lendo Cervantes e polindo teu estilo; e não necessariamente
em aquela enormidade informe de ossos e esperma incapaz de
fazer mal nenhum a não ser a que interrompesse sua sesta,
como o louco Ahab. E Poe e seu corvo? Ridículo. Tu
olhas a mosca. Observa. Pensa.
[As Moscas - Augusto Monterroso]
Fazem anos tive a idéia de reunir uma antologia
universal da mosca. Continuo querendo. Sem embargo,
logo me dei conta de se tratar uma empresa praticamente
infinita.A mosca invade todas as literaturas e, claro,
onde alguém põe o olho encontra a mosca. Não há verdadeiro
escritor que em uma oportunidade não lhe tenha dedicado
um poema, uma página, um parágrafo, uma linha; e se é
escritor e não o tenha feito, aconselho-te que siga o
meu exemplo e corras a fazê-lo. As moscas são Eumênides,
Erínias; são castigadoras. São as vingadoras de não sabemos
o quê; mas sabes que alguma vez te perseguiram e que te
perseguirão sempre. Elas vigiam. São as enviadas de
alguém inominável, boníssimo e maligno. Seguem-te.
Observam-te.
...
A mosca que pousou no seu nariz é descendente direta
da que pousou no de Cleópatra. Uma vez mais caí nas
alusões retóricas pré-fabricadas que todo mundo já fez
antes.A mosca quer que a envolva nesta atmosfera de reis,
papas e imperadores. Consegue. Domina-te. Não podes falar
dela sem sentir-se inclinado a grandeza. Oh, Melville,
terias que recorrer a todos os mares para instalar ao fim
essa grande baleia sobre teu escritório em Pittsfiel,
Massachusetts, sem reparar que o mal revoava desde muito
ao redor do teu sorvete de morango nas calorosas tardes de
tua infância, passados anos, sobre ti mesmo quando ao
crepúsculo te arrancava um que outro pelo da barba dourada
lendo Cervantes e polindo teu estilo; e não necessariamente
em aquela enormidade informe de ossos e esperma incapaz de
fazer mal nenhum a não ser a que interrompesse sua sesta,
como o louco Ahab. E Poe e seu corvo? Ridículo. Tu
olhas a mosca. Observa. Pensa.
[As Moscas - Augusto Monterroso]
sexta-feira, junho 10, 2005
PRESENTE DE DIA DOS NAMORADOS

- Dá pra embrulhar um desses pra presente?
- Assim de barba, com esses olhos apertadinhos
com esse coração humanitário e revolucionário.
- Espera, deixa eu ficar olhando esse sorriso,
esse jeito largado, esse espírito viajante,
porque tudo isso me encanta.
- E se ele escrever um Diário então, em que fala
que botou a bunda na janela quando teve uma
diarréia e tava faltando água na casa que o
recepcionou e ele não queria deixar sujeira lá
com gente tão hospitaleira; me conquista
de vez. Que homem absolutamente natural escreveria
isso! Vai, embrulha logo um Che pro meu
dia dos namorados.
- Dá pra embrulhar um desses pra presente?
- Assim de barba, com esses olhos apertadinhos
com esse coração humanitário e revolucionário.
- Espera, deixa eu ficar olhando esse sorriso,
esse jeito largado, esse espírito viajante,
porque tudo isso me encanta.
- E se ele escrever um Diário então, em que fala
que botou a bunda na janela quando teve uma
diarréia e tava faltando água na casa que o
recepcionou e ele não queria deixar sujeira lá
com gente tão hospitaleira; me conquista
de vez. Que homem absolutamente natural escreveria
isso! Vai, embrulha logo um Che pro meu
dia dos namorados.
quinta-feira, junho 09, 2005
EM RITMO DE DIA DOS NAMORADOS
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
[Fernando Pessoa]
O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.
Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer
Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!
Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
[Fernando Pessoa]
MILAGRINHO
Comprei uma cruz em Cuba que de um lado
é de coral negro e do outro é branco e
hoje no final da tarde constatei que ela
tinha sumido do meu pescoço. Ficou só o
cordão preto e a argola pendurada.
Pedi para o Santo das coisas perdidas,
procurei por todo canto, afinal era meu
xodó essa cruzinha e nada.
Como tava sem sutian, pensava que ela
tinha escorregado direto pro chão e nunca
mais ia achar. E qual não foi a surpresa
quando fui vestir o pijama agora e tirei
o jeans e a cruz caiu no chão, acho que
estava em um dos bolsos da calça. Já que
eu tinha ido no banheiro e ela não tinha
caído antes. E ainda tem gente que não
acredita em milagrinho. São Longuinho
calma aí...tô indo dar os 3 pulinhos...
PS. agora depois do susto coloquei a cruz
no Santuário de Nossa Senhora dos Cobres de
Cuba e ao lado de São Longuinho que fica
no criado-mudo da minha cama.
Comprei uma cruz em Cuba que de um lado
é de coral negro e do outro é branco e
hoje no final da tarde constatei que ela
tinha sumido do meu pescoço. Ficou só o
cordão preto e a argola pendurada.
Pedi para o Santo das coisas perdidas,
procurei por todo canto, afinal era meu
xodó essa cruzinha e nada.
Como tava sem sutian, pensava que ela
tinha escorregado direto pro chão e nunca
mais ia achar. E qual não foi a surpresa
quando fui vestir o pijama agora e tirei
o jeans e a cruz caiu no chão, acho que
estava em um dos bolsos da calça. Já que
eu tinha ido no banheiro e ela não tinha
caído antes. E ainda tem gente que não
acredita em milagrinho. São Longuinho
calma aí...tô indo dar os 3 pulinhos...
PS. agora depois do susto coloquei a cruz
no Santuário de Nossa Senhora dos Cobres de
Cuba e ao lado de São Longuinho que fica
no criado-mudo da minha cama.
quarta-feira, junho 08, 2005
LIVROS PODEM TRANSFORMAR PESSOAS
Depois de um banho, aquele ar perfumado,
uma pilha de trabalho me olhando e parece
indagar " quando vais terminar essas entrevistas?"
E resolvo fingir que não noto a pilha e pacientemente
me pego a folhear um livro que já li mas
que vez por outra me pego presa nesse
feixe de luz que é a literatura.
----------------------------------------------------
Aproximamo-nos da valise. Estava amarrada com
um grossa corda de palha, em forma de cruz.
Desfizemos os nós e a abrimos silenciosamente.
Dentro da valise, pilhas de livros iluminavam-se
sob o feixe de luz da lanterna.
Grandes escritores ocidentais nos acolheram de
braços abertos: à frente, estava nosso velho amigo
Balzac com cinco ou seis romances, seguido de Victor
Hugo, Stendhal, Dumas, Flaubert, Baudelaire, Romain
Rolland, Rousseau, Tostoi, Gogol, Dostoievski, além
dos ingleses como Dickens, Kipling, Emily Bronte...
[ ]
Fechou a maleta e, pondo a mão sobre ela, como
um cristão faz um juramento, declarou:
- Com estes livros, vou transformar a Costureirinha.
Ela nunca mais será uma simples montanhesa.
[Dai Sijie]
Depois de um banho, aquele ar perfumado,
uma pilha de trabalho me olhando e parece
indagar " quando vais terminar essas entrevistas?"
E resolvo fingir que não noto a pilha e pacientemente
me pego a folhear um livro que já li mas
que vez por outra me pego presa nesse
feixe de luz que é a literatura.
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Aproximamo-nos da valise. Estava amarrada com
um grossa corda de palha, em forma de cruz.
Desfizemos os nós e a abrimos silenciosamente.
Dentro da valise, pilhas de livros iluminavam-se
sob o feixe de luz da lanterna.
Grandes escritores ocidentais nos acolheram de
braços abertos: à frente, estava nosso velho amigo
Balzac com cinco ou seis romances, seguido de Victor
Hugo, Stendhal, Dumas, Flaubert, Baudelaire, Romain
Rolland, Rousseau, Tostoi, Gogol, Dostoievski, além
dos ingleses como Dickens, Kipling, Emily Bronte...
[ ]
Fechou a maleta e, pondo a mão sobre ela, como
um cristão faz um juramento, declarou:
- Com estes livros, vou transformar a Costureirinha.
Ela nunca mais será uma simples montanhesa.
[Dai Sijie]
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