
Olha aí.... a carinha... da bilheteira do teatro....
Luna é gente que faz....
Ei cara pálida compra ingresso comigo?
Fui no Show do Toquinho ontem... música suave... ele contando dos encontros com Tom Jobim... com Vinicius...com meu queridissimo cronista Antonio Maria... e lá pelas tantas fala do Vina contando que mulher tem se conhecer pelas extremidades...
TEATRO JÁ!!! DIRETAS JÁ! LIBERDADE JÁ!


Voltei de Paris depois de comer toneladas de crepe... comprei essa boina rosa e um chapéu vermelho com flor que me deixa com cara de francesa... o problema era quando abria a boca... esse meu francês de merci abajour e trejoli não ajudava muito.... gostei da viagem.... depois conto mais preciso dormir que ando sonada.... acho que é o fuso... sei lá... estou fora de órbita ainda....oui



ROSAS
Ele procurava ver outros pés, mas parece que todos estavam presos, ninguém quase usava sandália. Nada, não dava pra ver nenhum dedinho de fora. O pé ia fazendo observações pelo caminho.- O mundo era mesmo muito fechado, como um coturno do exército.
Todos os pés ali presos e sem luz dentro de um sapato e sem poder observar o sol que brilhava tão lindo lá fora e o principal sem poder tomar pé da situação.
Pegou um pé de estrada e resolveu que iria caminhar até chegar ao encontro. O pé planejou cada sensação que gostaria de sentir. Primeiro um longo abraço, depois um café fumegante e em seguida uma música. O pé queria dançar, se sentir embalado...
As cenas foram acontecendo como só um pé de imaginação poderia sonhar. Eles não tinham pé-de-meia e nem planos pra um futuro. O pé feminino foi amado por um pé-de-página.
Eles perderam os pés e a cabeça e viraram um pé de fantasia. Como ele era um pé-quente o amor foi tão grande que quase foi preciso chamar um pé de vento... [texto Lunático sem pé e sem cabeça]