sexta-feira, agosto 31, 2007

LÍNGUA

quem tem boca vai a roma...
quem tem língua vai no museu da língua portuguesa
em sampa... fui borboletear e claricear ontem ...
abri todas as gavetas da sala de exposição
achei a entrada muito escura, bonito cenográficamente
as fotos impressas numa manta transparente mas confuso
pra ler... o que mais gostei foi ler as cartas... caio fernando,
drummmond, amo correspondência... corre para ir
que só vai até o dia 2 de setembro...

quarta-feira, agosto 29, 2007

EU VOU EU VOU VER CLARICE AGORA EU VOU...

Tirei folga em plena quinta-feira e vou me dar de presente uma visita ao Museu da Língua Portuguesa para ver a exposição da Clarice Lispector... antes pego mais um diploma para
minha coleção...esse é especial porque estudei até matemática financeira...foi dureza...
ufa ufa consegui... CRECI lá vou eu... o tempo tá todo cronometrado... sem contar engarrafamento na Marginal claro... 8h. saída de Campinas, 9:30 pegar diploma, 10:30h. chegada na exposição... 12h. retorno... vou num bate-volta....

Sempre quis atingir através da palavra alguma coisa que fosse ao mesmo tempo sem moeda e que fosse e transmitisse tranqüilidade ou simplesmente a verdade mais profunda existente no ser humano e nas coisas. Cada vez mais eu escrevo com menos palavras. Meu livro melhor acontecerá quando eu de todo não escrever. Eu tenho uma falta de assunto essencial. Todo homem tem sina obscura de pensamento que pode ser o de um crepúsculo e pode ser uma aurora.[Clarice Lispector]

terça-feira, agosto 28, 2007

Estou na Praça dos Andradas - Santos
bem antigamente... cheia de bicho preguiça

domingo, agosto 26, 2007

27 de agosto é dia do corretorrrrrrrrrrr....
depois de trocentas provas abençoado seja meu CRECI!

quarta-feira, agosto 22, 2007

Borgues deveria ser mais que um homem um verbo - borgear, ele também amava a intensidade do vermelho hoje eu estava borgeando e li isso:

"No seu mundo de sombras, Borges tateava a infinita escuridão sem desespero. Sabia que estava ali dentro e dali não sairia mais, porém não se sufocava por causa da sua condição de cego. Ser cego não é ser triste. E assim ele continuava elaborando na mente seus textos para ditá-los a Kodoma, sua secretária que mais tarde se tornaria sua esposa. A única coisa que o incomodava um pouco naquele seu negro mundo era que não poderia mais ver as cores. Ah, como sentia prazer vendo o mundo das cores! Lamentava por não poder ver mais o vermelho, cor que sempre o seduzira a pensar num poema ou em qualquer coisa a mais. As últimas cores que vira foram o verde, o amarelo e o azul. Depois mais nenhuma cor. Nem o preto. Mas nem por isso ele desistiu. Apenas sentia que o seu corpo estava no escuro, mas sua alma não. Havia muita luz ao redor do mundo dele. Mesmo não enxergando podia imaginar tudo porque sabia como eram as coisas. Afinal já vivera no mundo das luzes do outro lado de lá. Certamente sentia saudades de ver muitas coisas. Quando comia uma maçã, por exemplo, sentia desejo de vê-la. Aquela fruta de casca sedutoramente vermelha em suas mãos causava-lhe fome, vontade de ver. Saudades daquilo que já se apagara dentro dos olhos."

http://www.releituras.com/ne_mfreitas_escuridao.asp

segunda-feira, agosto 20, 2007


EM VÃO
minhas mãos escrevem em vão

letras quentes como fogo de dragão
procurando o tato-retrátil de um sentimento frágil

que foge do meus dedos longos pelo alçapão

procurando o corpo-espaço letrado tão sonhado
minhas mãos pincelam paredes de pele
procurando o desejo-nuance de um romance
fazem carinhos moinhos de vento tufão
tem dedos mindinhos pequenos como um grão
procurando o carinho que vem no carrinho-de-mão
minhas mãos viram pinguins-gelados só de te ver
tem falange que range por uma paixão
minhas mãos tem unhas de um vermelhão
capaz de enlouquecer qualquer homenzarrão
procurando o amor-estação aqui ou no Japão
poesia de mala vazia traga meu bem de trem ou de avião
tem um aperto de mão que diz: oi coração!
[Luna em 20 de agosto de 2007]

sábado, agosto 18, 2007

Amor no retrovisor - Luna

Amor, minha flor, é teu esse fulgor?
Estado de torpor olhando no retrovisor
Não deixa nosso amor virar isopor

Vem macio, meu mel de abelha
Brincar de cobertor de orelha
Vamos fazer o que der na telha

Amor, minha joaninha, conta minhas bolinhas
Te amo tanto que meus olhos parecem janelinhas
Não deixa nosso amor virar estrelinha


Em tempos bicudos quem tem tutano é rei...
Cabeça e coração... bum bum bum
ANJOS

Quer ler meu texto novo?
www.anjosdeprata.com.br

Deixa o coração falar...


oi coração não dá pra falar muito não...
espera passar o avião...
não é apaixonante meu jeans novo?

segunda-feira, agosto 13, 2007

olha só meu vestido novo tomara-que-caia carmim
É VERMELHO CARMIM


Meu amor tem um beijo guardado prá mim
E a cor do baton é vermelho carmim
Meu amor tem dez dedos cravados em mim
Que me rasga me arranha e me deixa assim
Assim que eu te vi muito louca
Olhei tua boca e ficamos a fim
A fim de fazer um pecado
A cor do pecado é rouge carmim
E a cor do pecado é rouge carmim
Mas a cor do pecado é rouge carmim
[Rouge Carmim - Alceu Valença)

quinta-feira, agosto 09, 2007


Luna de costas em Fernando de Noronha

Primeiro. Fica estabelecido nenhum
contato físico, primeiro quero apreciar,
ela é apenas uma mulher de costas e
assim deve ser. Não consigo me
aproximar, ela é esguia e fugidia.
Vejo sempre sua silhueta clara
caminhante, num rompante corro até
a varanda para esperar que às
dez ela vai passar.Senta no banco
ao lado da estátua, ela é estranha,
por hora posso jurar que está
balbuciando palavras ao vento. Com quem fala? Não vejo ninguém.

Segundo. Fica estabelecido nunca sonhar e no
próximo segundo querer realizar,ela é apenas
uma mulher feita de palavras e assim deve ser.
Não consigo entender sua linguagem, ela é poesia
e fantasia. Vejo sempre seus passos de bailarina,
sinto vontade de chegar perto mas sei que às dez
ela vai sair para bailar. Seus escritos
parecem estar voando, num ballet de frases em
movimento. Para quem escreve? Não tem ninguém lendo.
[texto inédito, só amostra grátis]

sábado, agosto 04, 2007



Meu amor é sólido
Um corpo líquido
A se dissolver em palavras
Sentimento gasoso
Infusão de chá de espera
Uma liga metálica de menta
Uma mente hidrostática
Um calor físico-químico
Plasma plasmado amado
E por uma ampulheta
Se dissolve em sexo ebulição
Flor de cádmio derretido
Entreaberta em lábios de mercúrio
Murmurante segue adiante
Amando o toque da pipeta
Fusão do desejo de um encontro
Arfando sem fôlego no tubo de ensaio
Gozando zanzando ando a procura
Do estado elevado de sublimação
[Luna]

quarta-feira, agosto 01, 2007

NARIGÃO
Haja nariz para aguentar tanta mudança
de temperatura, ainda bem que em matéria
de nariz sou bem fornida digo bem provida.
De tão branca que sou o frio me deixa com
duas maças vermelhas e o nariz de palhaço
estou me acostumando a não ter que usar
blush, ando corada do frio, pode!
BRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRRrrrrrrrrr!!!!

terça-feira, julho 31, 2007



vamos bicicletar?

domingo, julho 29, 2007

GELADO

brrrrrrrrrrrrrrrrrrrrr
tô virando pinguim...
muito frio em Campinas...
estou batendo os dentes...
CALHAMBEQUE BI BI

O carro novo chegou ontem 27.07.2007
a placa tb tem dois números 77 meu número
de sorte... é lindo, gostoso de dirigir
POLO 1.6 cor cinza cosmos isso quer dizer
um prata escuro com um leve azuladinho pra
combinar com lua digo com luna, por enquanto
ainda estou apertando todos os botões... abro
vidro errado, não consigo destravar as portas traseiras,
ele faz um monte de barulhos pi pi pi até quando dou ré
avisa que está se aproximando de um obstáculo...
Quer dar uma volta?

domingo, julho 22, 2007




QUE O DIVINO NOS PROTEJA!!!

ps. sem baixarias nos comentários
só com amigos e poesias.
Que dia é hoje?
Ah! primeiro dia do signo de leãoooo
As feras estão soltas grrrrrrrrrrrrr
--------------------------------------------------\
Domingo,22 de julho, dia de dar Bandeira

CHAMA E FUMO - Manuel Bandeira

Amor - chama, e, depois, fumaça...
Medita no que vais fazer:
O fumo vem, a chama passa...

Gozo cruel, ventura escassa,
Dono do meu e do teu ser,
Amor - chama, e, depois, fumaça...

Tanto ele queima! e, por desgraça,
Queimado o que melhor houver,
O fumo vem, a chama passa...

Paixão puríssima ou devassa,
Triste ou feliz, pena ou prazer,
Amor - chama, e, depois, fumaça...

A cada par que a aurora enlaça,
Como é pungente o entardecer!
O fumo vem, a chama passa...

Antes, todo ele é gosto e graça.
Amor, fogueira linda a arder!
Amor - chama, e, depois, fumaça...

Porquanto, mal se satisfaça
(Como te poderei dizer?...),
O fumo vem, a chama passa...

A chama queima. O fumo embaça.
Tão triste que é! Mas... tem de ser...
Amor?... - chama, e, depois, fumaça:
O fumo vem, a chama passa...

Teresópolis, 1911

quarta-feira, julho 11, 2007

\

o chapéu panamá vermelho sorriu pra mim
numa lojinha em paraty... fiquei com ar
de francesa, não acha?