quinta-feira, junho 30, 2005

A UVA QUE VIROU SUCO

Se quiser tomar um suco de uva 100% natural
tome suco de uva da casa Valduga, foi a melhor
pedida da noite. Sem contar aquela torta de
tiramissu. Bom, não peça pra ir numa balança...
JANTAR

Depois de dias sem pausa nem pra respirar...
Hoje finalmente apertei o botão pause,
vou jantar na Cantina Fellini um delicioso
Anholotti de ricota com passas. Despedida
do meu filhote que vai para o Rio amanhã.

quarta-feira, junho 22, 2005

AMADA AMANTE

pintura de Jeanne Hébuterne
a amada de Modigliani

Dança
Paulo Mont'Alverne

Eu me lembro de teu corpo
Esgueirando-se sensual
Pela gula de meu olhar.
No compasso rítmico,
Sibilando,
Trazendo para mim
Tua arte feita de carne.
Degusto na memória,
Ansioso,
O arfar de teus seios
E o suor de tua face.
Que gozo escondia teu sorriso?

terça-feira, junho 21, 2005

CRONICAL

Se alguém quiser ler minha crônica na íntegra
vai em www.anjosdeprata.com.br clica em autores
Rosi Luna e leia se concorda com esse email que
recebi que elegeu esses os "melhores momentos".
Tem horas não creio, fui eu mesma que escrevi?
Assino em baixo, tb gostei dessas frases.

PS. tô doentona, gripona e chatona não estou
pra ninguém, por isso que nem aqui no blog tô vindo.
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Tudo tão puro como o linho do papel, escrita
soltinha como quilo a granel. Nunca soube medir
diferenças - escritor é quem escreve, seja sério
ou despaltério.

Teus olhos nunca os encontrei, teus textos amei
e todas as letras do mundo digitei.

Pelos olhos das letras vejo uma constelação de
idéias, sorrindo frases enluaradas pela linha.

Rubra Letra - que se imprima toda poesia de
gaveta no planeta.

O grande encontro se deu mesmo foi na cibernética,
teus olhos nunca me disseram nada concreto, mas
tuas letras eram filtros por onde passava a luz
das tuas idéias.

sábado, junho 18, 2005

AGENDA DE CINEMA E SHOW

Guia do Mochileiro das Galáxias- fui
na quarta-feira, pena que o autor
Douglas Adams não tenha visto o filme
concluído. Amei a cena que eles estão
enchendo os oceanos com mangueira.
Li um outro livro dele que chama
"o restaurante no fim do universo".
É que humor inglês é esquisito, tem
horas que só provoca um riso amarelo.
Bacaninha o filme, mesmo pra quem não
gosta de ficção como eu.

Queda- As últimas horas de Hitler -
Adolf Hitler tá vivo, pq o Bruno Ganz
é a própria reencarnação. A cena que
serram um braço, e tem mais uns pés
numa bacia é de arrepiar. Só consegui
abrir uma pouquinho o olho. Gostei
muito do filme, ainda mais depois de
ter feito o trabalho sobre a cineasta
de Hitler não podia deixar de ver.

Melinda e Melinda - não dá pra
perder uma comédia de Woody Allen,
aliás foi por pouco que não assisti,
um probleminha de horário e acabei
assistindo o do Hitler.

Show do Manu Chao amanhã no SESC
em São Paulo, nem que a vaca tussa
eu consigo ir. A vaca tomou xarope,
logo já viu...

sexta-feira, junho 17, 2005

AGENDA VERMELHA

- A minha garganta está vermelha.
- Estou tomando suco de acerola vermelha.
- Calcinha vermelha.
- Óculos com astes vermelhas.
- Cor da conta bancária? nem precisa falar.rs
ROSA VERMELHA


Mandei fazer um
Bouquet pra minha
Amada
Mas sendo ele de
Bonina disfarçada
Como o brilho da
Estrela matutina
Adeus, menina, linda
Flor da madrugada

A rosa vermelha é
Meu bem querer
A rosa vermelha e
Branca hei de amar
Até morrer

UM BOUQUET PARA UMA ROSA
(Alceu Valença, baseado em canções
folclóricas de Alagoas e Pernambuco)

quinta-feira, junho 16, 2005

BOOM BLOOMSDAY

"Sentia tuas nádegas gordas e suadas
debaixo de meu ventre e via teu rosto
em fogacho e teus olhos aloucados".
[Retirado das cartas de Joyce para Nora]
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JAMES JOYCE é o irlandês mais célebre do século
e o autor do principal romance moderno, "Ulisses",
cuja ação se passa inteiramente em Dublin em
apenas um dia --16 de junho de 1904.

O dia é comemorado no mundo inteiro, inclusive
no Brasil, pelos fãs do escritor, e na Irlanda é
uma espécie de data nacional. Por todo o país
são realizadas festividades, leituras, palestras
e bebedeiras em homenagem ao Bloomsday, o dia de
Leopold Bloom, o personagem central do
livro.
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"E acrescentou em tom sacerdotal:
- Pois isto, meus bem-amados, é a verdadeira
cristina: corpo e alma e sangue e feridas.
Música lenta, por favor. Fechem os olhos, senhores.
Um momento. Um pequeno problema com esses
corpúsculos brancos. Silêncio, todos.

Ele olhou de soslaio para cima e soltou um longo
e lento assobio de chamada, depois fez por um
momento uma pausa em atenção enlevada, com seus
dentes iguais e brancos brilhando aqui e ali
pontilhados de ouro. Crisóstomo. Dois fortes
assobios estridentes responderam através da calma".
[Trecho de Ulisses - James Joyce]

terça-feira, junho 14, 2005

JÁ QUE ESSE BLOG ANDA AS MOSCAS


Fazem anos tive a idéia de reunir uma antologia
universal da mosca. Continuo querendo. Sem embargo,
logo me dei conta de se tratar uma empresa praticamente
infinita.A mosca invade todas as literaturas e, claro,
onde alguém põe o olho encontra a mosca. Não há verdadeiro
escritor que em uma oportunidade não lhe tenha dedicado
um poema, uma página, um parágrafo, uma linha; e se é
escritor e não o tenha feito, aconselho-te que siga o
meu exemplo e corras a fazê-lo. As moscas são Eumênides,
Erínias; são castigadoras. São as vingadoras de não sabemos
o quê; mas sabes que alguma vez te perseguiram e que te
perseguirão sempre. Elas vigiam. São as enviadas de
alguém inominável, boníssimo e maligno. Seguem-te.
Observam-te.
...
A mosca que pousou no seu nariz é descendente direta
da que pousou no de Cleópatra. Uma vez mais caí nas
alusões retóricas pré-fabricadas que todo mundo já fez
antes.A mosca quer que a envolva nesta atmosfera de reis,
papas e imperadores. Consegue. Domina-te. Não podes falar
dela sem sentir-se inclinado a grandeza. Oh, Melville,
terias que recorrer a todos os mares para instalar ao fim
essa grande baleia sobre teu escritório em Pittsfiel,
Massachusetts, sem reparar que o mal revoava desde muito
ao redor do teu sorvete de morango nas calorosas tardes de
tua infância, passados anos, sobre ti mesmo quando ao
crepúsculo te arrancava um que outro pelo da barba dourada
lendo Cervantes e polindo teu estilo; e não necessariamente
em aquela enormidade informe de ossos e esperma incapaz de
fazer mal nenhum a não ser a que interrompesse sua sesta,
como o louco Ahab. E Poe e seu corvo? Ridículo. Tu
olhas a mosca. Observa. Pensa.
[As Moscas - Augusto Monterroso]

sexta-feira, junho 10, 2005

PRESENTE DE DIA DOS NAMORADOS


- Dá pra embrulhar um desses pra presente?
- Assim de barba, com esses olhos apertadinhos
com esse coração humanitário e revolucionário.
- Espera, deixa eu ficar olhando esse sorriso,
esse jeito largado, esse espírito viajante,
porque tudo isso me encanta.
- E se ele escrever um Diário então, em que fala
que botou a bunda na janela quando teve uma
diarréia e tava faltando água na casa que o
recepcionou e ele não queria deixar sujeira lá
com gente tão hospitaleira; me conquista
de vez. Que homem absolutamente natural escreveria
isso! Vai, embrulha logo um Che pro meu
dia dos namorados.

quinta-feira, junho 09, 2005

EM RITMO DE DIA DOS NAMORADOS


O amor, quando se revela,
Não se sabe revelar.
Sabe bem olhar p'ra ela,
Mas não lhe sabe falar.

Quem quer dizer o que sente
Não sabe o que há de dizer.
Fala: parece que mente
Cala: parece esquecer

Ah, mas se ela adivinhasse,
Se pudesse ouvir o olhar,
E se um olhar lhe bastasse
Pra saber que a estão a amar!
Mas quem sente muito, cala;
Quem quer dizer quanto sente
Fica sem alma nem fala,
Fica só, inteiramente!

Mas se isto puder contar-lhe
O que não lhe ouso contar,
Já não terei que falar-lhe
Porque lhe estou a falar...
[Fernando Pessoa]
MILAGRINHO

Comprei uma cruz em Cuba que de um lado
é de coral negro e do outro é branco e
hoje no final da tarde constatei que ela
tinha sumido do meu pescoço. Ficou só o
cordão preto e a argola pendurada.
Pedi para o Santo das coisas perdidas,
procurei por todo canto, afinal era meu
xodó essa cruzinha e nada.
Como tava sem sutian, pensava que ela
tinha escorregado direto pro chão e nunca
mais ia achar. E qual não foi a surpresa
quando fui vestir o pijama agora e tirei
o jeans e a cruz caiu no chão, acho que
estava em um dos bolsos da calça. Já que
eu tinha ido no banheiro e ela não tinha
caído antes. E ainda tem gente que não
acredita em milagrinho. São Longuinho
calma aí...tô indo dar os 3 pulinhos...

PS. agora depois do susto coloquei a cruz
no Santuário de Nossa Senhora dos Cobres de
Cuba e ao lado de São Longuinho que fica
no criado-mudo da minha cama.

quarta-feira, junho 08, 2005

LIVROS PODEM TRANSFORMAR PESSOAS

Depois de um banho, aquele ar perfumado,
uma pilha de trabalho me olhando e parece
indagar " quando vais terminar essas entrevistas?"
E resolvo fingir que não noto a pilha e pacientemente
me pego a folhear um livro que já li mas
que vez por outra me pego presa nesse
feixe de luz que é a literatura.
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Aproximamo-nos da valise. Estava amarrada com
um grossa corda de palha, em forma de cruz.
Desfizemos os nós e a abrimos silenciosamente.
Dentro da valise, pilhas de livros iluminavam-se
sob o feixe de luz da lanterna.
Grandes escritores ocidentais nos acolheram de
braços abertos: à frente, estava nosso velho amigo
Balzac com cinco ou seis romances, seguido de Victor
Hugo, Stendhal, Dumas, Flaubert, Baudelaire, Romain
Rolland, Rousseau, Tostoi, Gogol, Dostoievski, além
dos ingleses como Dickens, Kipling, Emily Bronte...
[ ]
Fechou a maleta e, pondo a mão sobre ela, como
um cristão faz um juramento, declarou:
- Com estes livros, vou transformar a Costureirinha.
Ela nunca mais será uma simples montanhesa.
[Dai Sijie]

quinta-feira, junho 02, 2005

PLANOS


"Que fiz tantos planos
De me enganar
Como fiz enganos
De me encontrar
Como fiz estradas
De me perder
Fiz de tudo e nada
De te esquecer"
[chico e tom]
BONJOUR

Bom dia bloguinho!! Desde as 8h que estou por aqui,
nem te conto o que é uma noite de pra lá e pra cá...
Sem dormir direito, o dia promete ser pra lá de
Marrakech ou melhor pra lá do Oiapoque. Faço
altas viagens em redor de mim mesmo...

terça-feira, maio 31, 2005

CARMEN


Terça-feira e não sei como fui fixar os olhos
nessa leitura... o vermelho parece me ofuscar!

"Carmen, mulher indomável e infiel, que usa os
seus atributos para subjugar os machos que
atravessam no seu caminho, se mantem fiel a sua
raça e a seu destino, dona do seu corpo, motivo da
sua própria morte às maos do homem que tem por ela
uma paixao obsessiva e exclusiva. Este, o vasco
José Lizarrabengoa, uma das vítimas de sua seduçao,
um escravo do desejo, que tem todas as facetas de
um apaixonado patético, é também uma criaçao
vibrante, forte, que enamora o leitor.


“Una tarde, a la hora en que no se ve ya nada,
estaba yo fumando apoyado en el pretil del paseo,
cuando una mujer coronó la escalera que conduce al
río y vino a sentarse cerca de mí. Tenía en el pelo
un gran ramo de jazmín, cuyos pétalos exhalan de
noche un olor embriagador. Estaba vestida con sencillez,
quizá pobremente, toda de negro, como la mayor parte
de las modistillas al anochecer. Las mujeres de buen
tono no van de negro más que por la mañana; por la
noche, se visten a la francesa. Al llegar cerca de mí,
la bañista dejó deslizarse sobre los hombros la mantilla
que le cubría la cabeza, y en la obscura claridad que
cae de las estrellas me parcaté de que era menuda, joven,
bien proporcionada, y que tenía los ojos muy grandes”

segunda-feira, maio 30, 2005

DE LUA

qualquer semelhança com aquele dedo que
designa "vá pra PQP" não é mera coincidência
é só um auto-xingamento

Tô de lua, o feriado passou e nem senti
de tanto trabalho que peguei. O pior foi
perder um texto enorme, porque salvei no
temp(acho que é o lixo)e saiu andando depois
pra lugar ignorado, provavelmente fora do micro.
Criar pastas e arquivos não é o meu forte,
tive que fazer tudo de novo, haja dedos.
Pra amenizar a madrugada, deixo um
poema que Baudelaire fez pra mim...

"Divaga em meio à noite a lua preguiçosa;
Como uma bela, entre coxins e devaneios,
Que afaga com a mão discreta e vaporosa,
Antes de adormecer, o contorno dos seios.
No dorso de cetim das tenras avalanchas,
Morrendo, ela se entrega a longos estertores,
E os olhos vai pousando sobre as níveas manchas
Que no azul desabrocham como estranhas flores.
Se às vezes neste globo, ébria de ócio e prazer,
Deixa ela uma furtiva lágrima escorrer
Um poeta caridoso, ao sono pouco afeito,
No côncavo das mãos torna essa gota rala,
De irisados reflexos como um grão de opala,
E bem longe do sol a acolhe no peito".

quinta-feira, maio 26, 2005

ESCRITORES

O escritor revive.
Ninguém é escritor de meia noite as 3h. da madrugada.
Quem é poeta as vezes é atleta e nem sempre, tem a mão
armada pelo poema. Nem pude continuar Borgeando...
[da Luna]
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O escritor vive.
Ninguém é escritor das oito ao meio-dia e das duas às seis.
Quem é poeta é poeta sempre, e se vê continuamente assaltado
pela poesia.
Assim como o pintor é assediado pelas cores e pelas formas,
assim como o músico se sente procurado pelo estranho mundo
dos sons (o mundo mais estranho das artes), o escritor deve
pensar que tudo é argila, com que fará da miserável
circunstância de nossa vida alguma coisa que possa aspirar
à eternidade. [Jorge Luis Borges]
MENDIGANDO


Fiz um papel de mendiga num curta-metragem, colocaram
terra no meu cabelo, na cena choro de verdade com a
morte de uma menina. Nunca me senti tão bonita e
tão bem, por estar representando esses perambulantes
de rua tão sofridos. Nesse fim de semana fiz papel de uma
dama da sociedade, de vestido longo vermelho, não foi a
mesma coisa. Quero mais é ser mendiga. E sabe, me
peguei lendo esta noite o trecho:

A Srta. Baptistine era alta, pálida, delicada,
agradável; era realmente o que indica a palavra
"respeitável", pois me parece que uma mulher para
se tornar venerável precisa ser mãe. Nunca foi bonita;
toda a sua vida, que não foi senão uma seqüência de
boas obras, envolveu-a numa espécie de brancura, de
claridade, e, com os anos, ganhou o que poderíamos
chamar de beleza da bondade. O que era magreza em
sua juventude tornou-se transparência, diafaneidade
que deixava entrever um anjo. Era mais que uma virgem,
era uma alma. Parecia feita de sombras: o mínimo de
corpo para que ali houvesse um sexo; um pouco de
matéria envolvendo uma luz; grandes olhos sempre
modestos; um pretexto, enfim, para que uma alma
permanecesse na terra.
[Os Miseráveis - Victor Hugo]

sábado, maio 21, 2005

1 2 3 CÂMERA AÇÃO!!!


Cinema se faz com os primeiros raios do sol,
e sempre ouço o comentário "CINEMA É LUZ"
e por isso mesmo vamos madrugar.
Domingo, aquele dia bom de dormir, vamos gravar um
curta-metragem. Quer saber meu figurino?
Um coque no cabelo, brincos enormes de pérola
colar de várias voltas, pulseira combinando,
vestido longo vermelho com um bolerinho preto,
bem anos 60. E o bar da locação chama "O Boteco"
bem no balão do Timbó, é um bar que tem uma decoração
de época, estilo São Paulo antigo.
Agora me diga um truque para tirar a cara de gato
dormido e as 6:40 está pronta, linda,
com cara de atriz de Holiudi?