MEU NARIZ
Depois de umas imagens do não sei que lá príncipe
tem um texto da minha ida a Bienal, quer me cheirar
vai lá ver meu nariz...
http://luizcarlosrufo.blogspot.com/
sábado, março 25, 2006
segunda-feira, março 13, 2006
quarta-feira, março 08, 2006
domingo, março 05, 2006
CINEMÁTICA
Sabe qual é problemática da cinemática é que fico vidrática
na telática. Hoje vi o Diário de Bridge Jones na tv a cabo,
como posso dizer como uma personagem pode ser tão atrapalhada
como eu, aquela cena da sopa azul é a minha cara. Acho que
naturalidade está virando moda. Atenção não seja Natural
demais, um pouco de Artificialidade deve fazer bem pra pele.
Estou de plantão no trabalho esse findi, ninguém merece
trabalhar tanto. Juro que tento ter idéias mas no meu
atual ritmo ando tão cansada que só dá pra contar
histórias da Bela Adormecida, ando com muito sono.
Acabo de tomar sorvete de morango, a minha caixa postal
está muito sem graça, alguém podia escrever né!
Acho que eu tb estou sem graça... haja guindastre
pra levantar meu astral... esse pós-carnaval é um saco!
Sabe qual é problemática da cinemática é que fico vidrática
na telática. Hoje vi o Diário de Bridge Jones na tv a cabo,
como posso dizer como uma personagem pode ser tão atrapalhada
como eu, aquela cena da sopa azul é a minha cara. Acho que
naturalidade está virando moda. Atenção não seja Natural
demais, um pouco de Artificialidade deve fazer bem pra pele.
Estou de plantão no trabalho esse findi, ninguém merece
trabalhar tanto. Juro que tento ter idéias mas no meu
atual ritmo ando tão cansada que só dá pra contar
histórias da Bela Adormecida, ando com muito sono.
Acabo de tomar sorvete de morango, a minha caixa postal
está muito sem graça, alguém podia escrever né!
Acho que eu tb estou sem graça... haja guindastre
pra levantar meu astral... esse pós-carnaval é um saco!
terça-feira, fevereiro 28, 2006
CARNA
Minha era carnavalesca já se foi,
ano passado estava em Cuba esse
ano tava fora de órbita no Rio.
Coisa que fiz: andar, vi peça
de teatro, cinema ( capote )
adorei! como o perfil dos escritores
é daquele jeito mesmo, perfect,
são arrogantes e tudo pela história.
vou me lembrar de não ser escritora
a essa ponto...
andar de novo, hoje entrei num
edifício que chama Seabra
fica na Praia do Flamengo 88
é um prédio de 1931 escrito em
algarismos romanos, parece um castelo.
Se eu pudesse morava lá... é de pedra.
Acho que esse Carna é pra ANDAR...
ainda não sei onde vou a tarde
talvez COPACABANA....
Minha era carnavalesca já se foi,
ano passado estava em Cuba esse
ano tava fora de órbita no Rio.
Coisa que fiz: andar, vi peça
de teatro, cinema ( capote )
adorei! como o perfil dos escritores
é daquele jeito mesmo, perfect,
são arrogantes e tudo pela história.
vou me lembrar de não ser escritora
a essa ponto...
andar de novo, hoje entrei num
edifício que chama Seabra
fica na Praia do Flamengo 88
é um prédio de 1931 escrito em
algarismos romanos, parece um castelo.
Se eu pudesse morava lá... é de pedra.
Acho que esse Carna é pra ANDAR...
ainda não sei onde vou a tarde
talvez COPACABANA....
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
QUESTIONAMENTOS PROFUNDOS
Ando em crise, crise da meia idade, da meia furada, de ficar questionando
porque o leite é branco e não verde, do porque as joaninhas não tiram
as pintas como os humanos tiram as sardas, são questões de alto teor
de importância. Porque gosto daquele cara roxo e não do azul que
me dá bola. Enfim, tava falando de que mesmo? Só uma ressalva
as crises me dão idéias ótimas, logo eu deveria ficar sempre em crise. Dá uma olhada nesse texto carnavalesco que acaba de saltar da página...
Em razão do acordo de EXCLUSIVIDADE o meu texto
só pode ser lido nessa página, não me peça pra revelar sifras
é sigilo com jiló!
http://luizcarlosrufo.blogspot.com/
Ando em crise, crise da meia idade, da meia furada, de ficar questionando
porque o leite é branco e não verde, do porque as joaninhas não tiram
as pintas como os humanos tiram as sardas, são questões de alto teor
de importância. Porque gosto daquele cara roxo e não do azul que
me dá bola. Enfim, tava falando de que mesmo? Só uma ressalva
as crises me dão idéias ótimas, logo eu deveria ficar sempre em crise. Dá uma olhada nesse texto carnavalesco que acaba de saltar da página...
Em razão do acordo de EXCLUSIVIDADE o meu texto
só pode ser lido nessa página, não me peça pra revelar sifras
é sigilo com jiló!
http://luizcarlosrufo.blogspot.com/
sábado, fevereiro 18, 2006
O AMOR É CALADO, NÃO É?
Pablo Neruda
Traduções de Ari Roitman e Paulina Wacht
POEMA 15
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, e minha voz não te toca.
Parece que teus olhos houvessem saltado
e parece que um beijo fechara a tua boca.
Como todas as coisas estão cheias de minh'alma
emerges das coisas cheia de alma, a minha.
Borboleta de sonho, tu pareces com minh'alma,
como pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como a queixar-te, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e minha voz não te alcança:
permite que eu me cale com teu silêncio agudo.
Permite que eu te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada e simples como um elo.
Tu és como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, afastado e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se estivesses morta.
Uma palavra, então, um sorriso são o bastante.
E fico alegre, alegre porque a verdade é outra.
Pablo Neruda
Traduções de Ari Roitman e Paulina Wacht
POEMA 15
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente,
e me ouves de longe, e minha voz não te toca.
Parece que teus olhos houvessem saltado
e parece que um beijo fechara a tua boca.
Como todas as coisas estão cheias de minh'alma
emerges das coisas cheia de alma, a minha.
Borboleta de sonho, tu pareces com minh'alma,
como pareces com a palavra melancolia.
Gosto de ti quando calas e estás como distante.
E estás como a queixar-te, borboleta em arrulho.
E me ouves de longe, e minha voz não te alcança:
permite que eu me cale com teu silêncio agudo.
Permite que eu te fale também com o teu silêncio
claro como uma lâmpada e simples como um elo.
Tu és como a noite, calada e constelada.
Teu silêncio é de estrela, afastado e singelo.
Gosto de ti quando calas porque estás como ausente.
Distante e dolorosa como se estivesses morta.
Uma palavra, então, um sorriso são o bastante.
E fico alegre, alegre porque a verdade é outra.
segunda-feira, fevereiro 13, 2006
POUCO
Ando dormindo pouco, saindo pouco e desencontrando
de tudo até das letras, essas escaparam.
É só um aperitivo, o texto todo será publicado
na página oficial dos Anjos de Prata.
--------------------------------------------------------
DESENCONTRADOS
Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Carlos Drummond de Andrade
Mergulho. Caí de cabeça naquela relação amorosa e mesmo assim éramos desencontrados letrados. No papel existia uma certa magia mas na real era só fantasia. Ele me viu, tenho certeza por mais que disfarçasse. Não foi só pelo vestido verde limão com decote chamativo que era quase uma placa luminosa "pare, me olhe". Assim por baixo dos óculos, dava para perceber um olhar de simpatia que fugia.
Mapa. Ele chegava bem perto mas tudo era incerto. Marcava encontro e perdia o relógio, perdia o calendário, perdia o intinerário. A cada probabilidade de encontro, como mulher estudava todas as atitudes que iria tomar: decorava perguntas para fazer, ensaiava no espelho como deveria olhar, testava batons para que minha boca ficasse rosada e até o movimento da cruzada de pernas, tinha que ter um tempo certo de rotação das rótulas do joelhos. Queria que ele ficasse absolutamente encantado comigo e nada podia escapar daquele encontro.
Ando dormindo pouco, saindo pouco e desencontrando
de tudo até das letras, essas escaparam.
É só um aperitivo, o texto todo será publicado
na página oficial dos Anjos de Prata.
--------------------------------------------------------
DESENCONTRADOS
Eu te gosto, você me gosta
desde tempos imemoriais.
Carlos Drummond de Andrade
Mergulho. Caí de cabeça naquela relação amorosa e mesmo assim éramos desencontrados letrados. No papel existia uma certa magia mas na real era só fantasia. Ele me viu, tenho certeza por mais que disfarçasse. Não foi só pelo vestido verde limão com decote chamativo que era quase uma placa luminosa "pare, me olhe". Assim por baixo dos óculos, dava para perceber um olhar de simpatia que fugia.
Mapa. Ele chegava bem perto mas tudo era incerto. Marcava encontro e perdia o relógio, perdia o calendário, perdia o intinerário. A cada probabilidade de encontro, como mulher estudava todas as atitudes que iria tomar: decorava perguntas para fazer, ensaiava no espelho como deveria olhar, testava batons para que minha boca ficasse rosada e até o movimento da cruzada de pernas, tinha que ter um tempo certo de rotação das rótulas do joelhos. Queria que ele ficasse absolutamente encantado comigo e nada podia escapar daquele encontro.
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
TIRANDO O MATO
Nossa abandonei mesmo o blog
vou voltar aos poucos, olha
a brincadeira que escrevi...
OS ANJOS - Rilke
TÊM AS BOCAS AFADIGADAS
E A ALMA BRANCA, SEM COSTURA.
PECAM POR COISAS DESEJADAS
QUE ENCHEM SEUS SONHOS DE AMARGURA.
OS DEMONIOS - Luna
TÊM AS LÍNGUAS MASTIGADAS
E A ALMA VERMELHA, SEM POSTURA.
PECAM POR CORPOS DESEJADOS
QUE ENCHEM SEUS GOZOS DE FARTURA.
Nossa abandonei mesmo o blog
vou voltar aos poucos, olha
a brincadeira que escrevi...
OS ANJOS - Rilke
TÊM AS BOCAS AFADIGADAS
E A ALMA BRANCA, SEM COSTURA.
PECAM POR COISAS DESEJADAS
QUE ENCHEM SEUS SONHOS DE AMARGURA.
OS DEMONIOS - Luna
TÊM AS LÍNGUAS MASTIGADAS
E A ALMA VERMELHA, SEM POSTURA.
PECAM POR CORPOS DESEJADOS
QUE ENCHEM SEUS GOZOS DE FARTURA.
quarta-feira, janeiro 25, 2006
sábado, janeiro 21, 2006
quarta-feira, janeiro 18, 2006
A PAREDE ROSA

[NÃO ESTÁ ENTRANDO A IMAGEM
MAIS TARDE TENTO DE NOVO...]
Foto de Nair de Paula Soares
poema de Guilherme Mansur
Dia 23 de janeiro é meu aniversário, e os presentes
começam a chegar, olha só que poema concretista
lindo com parece rosa veio hoje pelo correio.
Já tenho um xale, uma blusa indiana, um par
de brincos com pedra de lua, o que mais falta?
Uma voz, um email, um pensamento...
Adoro ganhar presente, e quem não gosta...
[NÃO ESTÁ ENTRANDO A IMAGEM
MAIS TARDE TENTO DE NOVO...]
Foto de Nair de Paula Soares
poema de Guilherme Mansur
Dia 23 de janeiro é meu aniversário, e os presentes
começam a chegar, olha só que poema concretista
lindo com parece rosa veio hoje pelo correio.
Já tenho um xale, uma blusa indiana, um par
de brincos com pedra de lua, o que mais falta?
Uma voz, um email, um pensamento...
Adoro ganhar presente, e quem não gosta...
domingo, janeiro 15, 2006
MEU VERMELHO MEU ESPELHO
Essa onda de vermelho não passa
gosto desde pequenininha...
A vida é colorida não é...
De vermelho...
Luna ( fico lendo poesia)
Como um toco de carvão
Meu lápis vermelho e um giz roto
Desenha teu nome
O nome de tua boca
O signo de tuas pernas
Na parede de ninguém
Na porta proibida
Gravar o nome de teu corpo
Até que a lâmina de minha navalha
Sangre
E a pedra grite
E o muro respire como um peito
Octavio Paz
Essa onda de vermelho não passa
gosto desde pequenininha...
A vida é colorida não é...
De vermelho...
Luna ( fico lendo poesia)
Como um toco de carvão
Meu lápis vermelho e um giz roto
Desenha teu nome
O nome de tua boca
O signo de tuas pernas
Na parede de ninguém
Na porta proibida
Gravar o nome de teu corpo
Até que a lâmina de minha navalha
Sangre
E a pedra grite
E o muro respire como um peito
Octavio Paz
sexta-feira, janeiro 13, 2006
Na madrugada com falta de sono
conto poema e nenhum carneirinho...
CARTA DESPERADA
Mario Quintana
Como é difícil, como é difícil, Beatriz, escrever uma carta...
Antes escrever os Lusíadas!
Com uma carta pode acontecer
Que qualquer mentira venha a ser verdade...
Olha! O melhor é te descrever, simplesmente,
A paisagem,
Descrever sem nenhuma imagem, nenhuma...
Cada coisa é ela própria a sua maravilhosa imagem!
Agora mesmo parou de chover.
Não passa ninguém. Apenas
Um gato
Atravessa a rua
Como nos tempos quase imemoriais
Do cinema silencioso...
Sabes, Beatriz? Eu vou morrer!
conto poema e nenhum carneirinho...
CARTA DESPERADA
Mario Quintana
Como é difícil, como é difícil, Beatriz, escrever uma carta...
Antes escrever os Lusíadas!
Com uma carta pode acontecer
Que qualquer mentira venha a ser verdade...
Olha! O melhor é te descrever, simplesmente,
A paisagem,
Descrever sem nenhuma imagem, nenhuma...
Cada coisa é ela própria a sua maravilhosa imagem!
Agora mesmo parou de chover.
Não passa ninguém. Apenas
Um gato
Atravessa a rua
Como nos tempos quase imemoriais
Do cinema silencioso...
Sabes, Beatriz? Eu vou morrer!
Assinar:
Postagens (Atom)


