VOLTEI
Voltei levemente bronzeada e cheia de pepinos pra
resolver... vou revelar as fotos e colocar aqui. Fica
de olho cara pálida... mais tarde escrevo...
quarta-feira, novembro 09, 2005
domingo, outubro 16, 2005
FLOR DO NORDESTE
Atenção blogonautas essa florzinha aqui
vai viajar no próximo fim-de-semana e
só volta dia 07 de novembro. Se esse blog
parar é que estou no Nordeste...
PREGO
cabeça pra baixo
onde me encaixo
macho
fêmea
prego sem cabeça
dedal
fura com um punhal
coloca no pedestal
amor de sereia
anda na areia
macho
fêmea
mula sem cabeça
foge cipreste
me agarra agreste
flor do nordeste
[Rosi Luna -28.09.2001]
Atenção blogonautas essa florzinha aqui
vai viajar no próximo fim-de-semana e
só volta dia 07 de novembro. Se esse blog
parar é que estou no Nordeste...
PREGO
cabeça pra baixo
onde me encaixo
macho
fêmea
prego sem cabeça
dedal
fura com um punhal
coloca no pedestal
amor de sereia
anda na areia
macho
fêmea
mula sem cabeça
foge cipreste
me agarra agreste
flor do nordeste
[Rosi Luna -28.09.2001]
sábado, outubro 15, 2005
CORPETE

Esse é o corpete verde com bordados em folhas na cintura
que fui buscar na bordadeira hoje, amo essa coisa artesanal
de bordado e frufrus... depois eu mostro a bolsinha cheia
de florzinhas que é linda e romântica. É a roupa que vou no
casamento do meu primo no Recife. Agora se não me chamar
de "Uma linda mulher" com esse tomara que caia... já... viu...
Viajo no próximo fim-de-semana e volto dia 07 de novembro...
***escrevi em 04 de junho de 2002
bom é que escrevo e depois esqueço tudo...
fala a palavra corpete só foi o que lembrei...
a dança das palavras
[by luna]
me dá a honra? contra-dança
eu princesa, vela acesa
você conde, se esconde
me dá tua mão? dedo pagão
eu vestido de baile, corpo em talhe
você roupa de oficial, caixa toráxica
me dá seus beijos? lampejos
eu corpete de seda, pernas brancas
você ceroula, protuberância clara
me dá uma noite de amor? vigor
eu rastro de lua, te envolvendo
você outro planeta, teus mistérios
me dá uma valsa de palavras? sem travas
eu figura de linguagem, te amando exagerada
você verbo no futuro pretérito, te amaria

Esse é o corpete verde com bordados em folhas na cintura
que fui buscar na bordadeira hoje, amo essa coisa artesanal
de bordado e frufrus... depois eu mostro a bolsinha cheia
de florzinhas que é linda e romântica. É a roupa que vou no
casamento do meu primo no Recife. Agora se não me chamar
de "Uma linda mulher" com esse tomara que caia... já... viu...
Viajo no próximo fim-de-semana e volto dia 07 de novembro...
***escrevi em 04 de junho de 2002
bom é que escrevo e depois esqueço tudo...
fala a palavra corpete só foi o que lembrei...
a dança das palavras
[by luna]
me dá a honra? contra-dança
eu princesa, vela acesa
você conde, se esconde
me dá tua mão? dedo pagão
eu vestido de baile, corpo em talhe
você roupa de oficial, caixa toráxica
me dá seus beijos? lampejos
eu corpete de seda, pernas brancas
você ceroula, protuberância clara
me dá uma noite de amor? vigor
eu rastro de lua, te envolvendo
você outro planeta, teus mistérios
me dá uma valsa de palavras? sem travas
eu figura de linguagem, te amando exagerada
você verbo no futuro pretérito, te amaria
quarta-feira, outubro 12, 2005
DIA DA CRIANÇA

essa foto foi tirada em abril de 66
E se o carnaval cair em abril
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
Chico Buarque
Perninha-da-Bailarina - Luna
Quando eu tinha seis anos
Ganhei uma fantasia perninha-da-bailarina
Que alegria de coração eu tinha
Porque a menina só queria estar rodopiando no salão!
Dançava ela na sala
Pra os lugares mais bonitos, mais perfumadinhos,
Ela não se importava:
Queria era estar rodopiando no salão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- A minha perninha-da-bailarina foi a minha primeira namorada.
Porquinho-da-Índia - Manuel Bandeira
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.

essa foto foi tirada em abril de 66
E se o carnaval cair em abril
E se eu convidá-la para dançar
E se ela ficar assim, assim
E se eu lhe entregar meu coração
Chico Buarque
Perninha-da-Bailarina - Luna
Quando eu tinha seis anos
Ganhei uma fantasia perninha-da-bailarina
Que alegria de coração eu tinha
Porque a menina só queria estar rodopiando no salão!
Dançava ela na sala
Pra os lugares mais bonitos, mais perfumadinhos,
Ela não se importava:
Queria era estar rodopiando no salão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- A minha perninha-da-bailarina foi a minha primeira namorada.
Porquinho-da-Índia - Manuel Bandeira
Quando eu tinha seis anos
Ganhei um porquinho-da-índia.
Que dor de coração eu tinha
Porque o bichinho só queria estar debaixo do fogão!
Levava ele pra sala
Pra os lugares mais bonitos, mais limpinhos,
Ele não se importava:
Queria era estar debaixo do fogão.
Não fazia caso nenhum das minhas ternurinhas...
- O meu porquinho-da-índia foi a minha primeira namorada.
terça-feira, outubro 11, 2005
segunda-feira, outubro 10, 2005
sábado, outubro 08, 2005
segunda-feira, outubro 03, 2005
Amo Drummond em reta, em curva
e em palavras...
O arabesco em forma de mulher
balança folhas tenras no alvo
da pele.
Transverte coxas em ritmos,
joelhos em tulipas. E dança
repousando. Agora se inclina
em túrgidas, promitentes colinas.
Todo se deita: é uma terra
semeada de minérios redondos,
braceletes, anéis multiplicados,
bandolins de doces nádegas cantantes.
Onde finda o movimento, nasce
espontânea a parábola,
e um círculo, um seio, uma enseada
fazem fluir, ininterruptamente,
a modulação da linha.
De cinco, dez sentidos, infla-se
o arabesco, maçã
polida no orvalho
de corpos a enlaçar-se e desatar-se
em curva curva curva bem-amada,
e o que o corpo inventa é coisa alada.
[CORPORAL - Drummond]
e em palavras...
O arabesco em forma de mulher
balança folhas tenras no alvo
da pele.
Transverte coxas em ritmos,
joelhos em tulipas. E dança
repousando. Agora se inclina
em túrgidas, promitentes colinas.
Todo se deita: é uma terra
semeada de minérios redondos,
braceletes, anéis multiplicados,
bandolins de doces nádegas cantantes.
Onde finda o movimento, nasce
espontânea a parábola,
e um círculo, um seio, uma enseada
fazem fluir, ininterruptamente,
a modulação da linha.
De cinco, dez sentidos, infla-se
o arabesco, maçã
polida no orvalho
de corpos a enlaçar-se e desatar-se
em curva curva curva bem-amada,
e o que o corpo inventa é coisa alada.
[CORPORAL - Drummond]
sábado, outubro 01, 2005
segunda-feira, setembro 26, 2005
PRÉ-ESTRÉIA

Amanhã dia 27 de setembro vou pra São Paulo
assistir "Documentário sobre o jornalista
Vladimir Herzog, assassinado na prisão militar
em outubro de 1975" quem assina a produção
é Ariane Porto da TAO Produções de Campinas,
que é a produtora que trabalho. Nem vou usar
muita maquiagem nos olhos porque sei que vou
chorar até, não seguro a onda de documentário...

Amanhã dia 27 de setembro vou pra São Paulo
assistir "Documentário sobre o jornalista
Vladimir Herzog, assassinado na prisão militar
em outubro de 1975" quem assina a produção
é Ariane Porto da TAO Produções de Campinas,
que é a produtora que trabalho. Nem vou usar
muita maquiagem nos olhos porque sei que vou
chorar até, não seguro a onda de documentário...
domingo, setembro 25, 2005
sábado, setembro 17, 2005
OVO EM CAMPINAS

O último a chegar vai tomar 2 gemadas... risos
É HOJE!! Espero vcs no Teatro!!
Vou com uma frente única com brilhos e
com essas unhas vermelhas da foto...
OVO baseado em conto de Clarice Lispector
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)

O último a chegar vai tomar 2 gemadas... risos
É HOJE!! Espero vcs no Teatro!!
Vou com uma frente única com brilhos e
com essas unhas vermelhas da foto...
OVO baseado em conto de Clarice Lispector
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)
quarta-feira, setembro 14, 2005
GENTE.... VAMOS FRITAR ESSE OVO JUNTOS?
OVO EM CAMPINAS - PEÇA TEATRAL

OvO - Metáfora do Sacrifício Feminino
De Clarice Lispector
Direção/Concepção de Marta Baião
Produção em Campinas: Rosi Luna
Com Robson Moreira e participações especiais:
Elaine Militão, Neuza Brito, Zetti Dias,
Savana Meirelles
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)
Contatos e reservas: TAO CAMPINAS
fone: (19) 3241-7217
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
OVO EM CAMPINAS - PEÇA TEATRAL

OvO - Metáfora do Sacrifício Feminino
De Clarice Lispector
Direção/Concepção de Marta Baião
Produção em Campinas: Rosi Luna
Com Robson Moreira e participações especiais:
Elaine Militão, Neuza Brito, Zetti Dias,
Savana Meirelles
Dia: 17 de setembro às 20h.
Local: Teatro TAO Campinas
Rua: Conselheiro Antonio Prado, 529
Vila Nova - Campinas - SP
( referência: na Avenida Imperatriz Leopoldina
virar na segunda rua após o supermencado Vem-Ká)
Contatos e reservas: TAO CAMPINAS
fone: (19) 3241-7217
Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia)
segunda-feira, setembro 12, 2005
MADRUGADA POÉTICA
*** meu método para dar sono e relaxar não é
contar carneirinhos e sim contar poemas.
Interlúdio
Cecília Meireles
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.
Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.
Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.
Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.
Fico ao teu lado.
*** meu método para dar sono e relaxar não é
contar carneirinhos e sim contar poemas.
Interlúdio
Cecília Meireles
As palavras estão muito ditas
e o mundo muito pensado.
Fico ao teu lado.
Não me digas que há futuro
nem passado.
Deixa o presente — claro muro
sem coisas escritas.
Deixa o presente. Não fales,
Não me expliques o presente,
pois é tudo demasiado.
Em águas de eternamente,
o cometa dos meus males
afunda, desarvorado.
Fico ao teu lado.
sábado, setembro 10, 2005
O MICO DA JAPA GIRL
Fui almoçar num restaurante japonês
despedida da minha comadre que vai
pro México amanhã.
Tô lá lutando com os pauzinhos, eis
que uma alma boa japonesa, uma senhora
chega com uns pauzinhos presos com
elástico, deu um pra mim e um pro Filipe.
E o mico leão dourado vai bem? Bota mico
nisso, o fato é que sou totalmente
descoordenada pra comer com aqueles pauzinhos.
Ai que saudade do talher da minha vida,
da minha infância querida que os micos
não apareçam mais...
Só que essa japa girl aqui adora comer
rolinhos de arroz, aquele com manga
é uma delícia non! Arigatô!!! E o gato
não morreu reu reu Dona Chica ca ca do
berrô que o mico deu....
Fui almoçar num restaurante japonês
despedida da minha comadre que vai
pro México amanhã.
Tô lá lutando com os pauzinhos, eis
que uma alma boa japonesa, uma senhora
chega com uns pauzinhos presos com
elástico, deu um pra mim e um pro Filipe.
E o mico leão dourado vai bem? Bota mico
nisso, o fato é que sou totalmente
descoordenada pra comer com aqueles pauzinhos.
Ai que saudade do talher da minha vida,
da minha infância querida que os micos
não apareçam mais...
Só que essa japa girl aqui adora comer
rolinhos de arroz, aquele com manga
é uma delícia non! Arigatô!!! E o gato
não morreu reu reu Dona Chica ca ca do
berrô que o mico deu....
quarta-feira, setembro 07, 2005
segunda-feira, setembro 05, 2005
SE CASO ACAJU ME QUEIRAS
é madrugada, embriagada de rimas, sigo
cambaleante te amando como se o amor fosse
uma estrada que tenho que percorrer aos tombos.
em todos os homens, procuro um homem sem rosto,
um vago desgosto. mas foi em julho ou agosto
que me senti um oposto. só pra tua retina,
segui minha sina, acendi a lamparina. não
te vejo, nem um lampejo. carrego pedras no
coração, pesado fardo de emoção. com a saia
branca dou voltas em rodopios e fico a ver
navios. nada no cais do porto, nem vinho do
porto, nem âncora, nem cavalo-marinho.
cavalgo uma solidão de caminhão, o vento
sopra e entro no vagão. trem, diz que vem.
meu querido, me amarra nas tuas mãos. me
prende só por uma frase. não coloca crase,
deixa livre, sem pontuação. a música toca macia,
me sinto vazia. não tenho par e me fitas no ar.
calor de iris, manda fazer um arco-iris amanhã
a tarde. nunca é tarde, pega minhas chaves,
perdi em algum lugar, abre a porta. não se
importa que a letra tá torta. escreve, se atreve,
deixa esse gosto de amor caju travoso.
diga asneiras, solte a estribeira, me encontre
na curva do acaso e se caso acaju me queiras.
acaju serás e me amarás com intensidade e teremos
um acaju caso. deixo um cajubeiju.
Luna tomando suco de caju 2:00h (dia desses)
é madrugada, embriagada de rimas, sigo
cambaleante te amando como se o amor fosse
uma estrada que tenho que percorrer aos tombos.
em todos os homens, procuro um homem sem rosto,
um vago desgosto. mas foi em julho ou agosto
que me senti um oposto. só pra tua retina,
segui minha sina, acendi a lamparina. não
te vejo, nem um lampejo. carrego pedras no
coração, pesado fardo de emoção. com a saia
branca dou voltas em rodopios e fico a ver
navios. nada no cais do porto, nem vinho do
porto, nem âncora, nem cavalo-marinho.
cavalgo uma solidão de caminhão, o vento
sopra e entro no vagão. trem, diz que vem.
meu querido, me amarra nas tuas mãos. me
prende só por uma frase. não coloca crase,
deixa livre, sem pontuação. a música toca macia,
me sinto vazia. não tenho par e me fitas no ar.
calor de iris, manda fazer um arco-iris amanhã
a tarde. nunca é tarde, pega minhas chaves,
perdi em algum lugar, abre a porta. não se
importa que a letra tá torta. escreve, se atreve,
deixa esse gosto de amor caju travoso.
diga asneiras, solte a estribeira, me encontre
na curva do acaso e se caso acaju me queiras.
acaju serás e me amarás com intensidade e teremos
um acaju caso. deixo um cajubeiju.
Luna tomando suco de caju 2:00h (dia desses)
sábado, setembro 03, 2005
QUER SENTAR?

a poltrona de leitura, a almofada de cor
vibrante como a vida deve ser...
o livro eva luna, a cubana peituda, violetas,
livros de arte - gustav klimt e leni riefenstahl
- toda decoração feita de tear manual mineiro de
algodão e tapete de fibra natural(minha sala).
* o sofá tá com uma capa mas ele é lindo
de um verde que chama "fengi"
Ela se chamará Eva, para que tenha
vontade de viver.
- Qual o sobrenome?
- Nenhum. O sobrenome não é importante.
- As precisam de sobrenome. Só os cachorros
andam por aí, tendo um nome apenas.
- Seu pai era da tribo dos filhos da Lua.
Então, que seja Eva Luna.
[ Eva Luna - Isabel Allende]

a poltrona de leitura, a almofada de cor
vibrante como a vida deve ser...
o livro eva luna, a cubana peituda, violetas,
livros de arte - gustav klimt e leni riefenstahl
- toda decoração feita de tear manual mineiro de
algodão e tapete de fibra natural(minha sala).
* o sofá tá com uma capa mas ele é lindo
de um verde que chama "fengi"
Ela se chamará Eva, para que tenha
vontade de viver.
- Qual o sobrenome?
- Nenhum. O sobrenome não é importante.
- As precisam de sobrenome. Só os cachorros
andam por aí, tendo um nome apenas.
- Seu pai era da tribo dos filhos da Lua.
Então, que seja Eva Luna.
[ Eva Luna - Isabel Allende]
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