Blogonautas
vou para o Rio de Janeiro
volto dia 02.01.2006

Acorda papai noel
Me dá um papel
Poema de mel
Amor a granel
Família,amigos em carrossel
Passa ano, passa anel
Dois mil e céu, feliz ano novel
Luna jingle bell
dezembrel, 2005
Luna na Ilha
Não é a Ilha de Caras
é a Ilha de Tatuoca em Pernambuco
Dia 25 de novembro (sexta) as 19:30h.
No canal STV da Directv ou Sky
Oi cara pálida não perde, vai no amigo
vai no tio, serve até no vizinho chato,
vai na tv de supermercado, mas me assiste
Luna de cara na TV como repórter, é meu
dia de "AJORNALISTA QUE VIROU SUCO"
suco de pitanga, of course!!! Olha meu
cabelo tá um horror, maresia, jangada,
não pense que é uma propaganda do Assolan
mas o que vale é ver o conteúdo... O produtor
me ligou e disse que o programa tava
DU CARALHO, com o perdão do palavrão!
CANAL STV - Rede SESC SENAC DE TELEVISÃO
Programa TV POVOS DO MAR!!!
Território Nacional (sinal aberto – Satélite Brasilsat 3, antena parabólica,
TV por Assinatura Via Satélite e Via Cabo – DirecTV, TCSAT, SKY, NET
Horário de exibição: Sexta-Feira, 19h30
Horários alternativos (reprises):
Sab – 12h
Dom - 4h
Seg – 12h
Ter – 4h
Qua – 5h30
Qui – 14h30

XONADA POR POETAX
Tava andando pelos areais de lua
e tropecei nesse poemax
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O mexicano Octavio Paz, em Corpo à vista,
é capaz de reinventar liricamente a
concretude física de sua amada, valendo-se
de metáforas ousadas:
E as sombras se abriram outra vez e
mostraram um corpo:
teu cabelo, outono espesso, queda de
água solar,
tua boca e a branca disciplina dos
dentes canibais, prisioneiros em chamas,
tua pele de pão apenas dourado
e teus olhos de açúcar queimado,
lugares onde o tempo não transcorre,
vales que só os meus lábios conhecem,
desfiladeiro da lua que ascende a tua
garganta por entre os seios,
cascata petrificada na nuca,
alta planície de teu ventre,
praia sem fim das tuas costas.
Teus olhos são os olhos fixos do tigre
e um minuto depois são os olhos úmidos
do cão.
Sempre há abelhas em teus cabelos.
Tua espádua flui tranqüila debaixo de
meus olhos
como a espádua do rio à luz do incêndio.
Águas adormecidas golpeiam dia e noite
a tua cintura de argila
e em tuas costas, imensas como
os areais da lua,
o vento sopra por minha boca e seu largo queixume
cobre com duas asas cinzas
a noite dos corpos.
As unhas de teus pés estão feitas de cristais de verão.
(...)
Pátria de sangue
única terra que conheço e me conhece
única pátria em que creio
única porta ao infinito.


