sexta-feira, junho 14, 2002

GENTILEZA

minha cara essa camiseta
ainda bem que tá aqui na
minha gaveta, eu amei

Jogo do umbigo
Marina W e Luna
[plágio não autorizado]

um bigo, dois bigos
como é mesmo?
umbigo

W - Nunca pintaria as paredes da minha casa de preto
L - Eu pintaria as paredes da minha casa de azul hortênsia
(tem um quarto aqui dessa cor e adorei)
W - Sempre leio alguma coisa quando estou comendo
L - Sempre como alguma coisa quando estou escrevendo
W - Às vezes gosto de tomar chá de televisão
L - Às vezes gosto de tomar amarula vendo televisão

W - Sempre tomo uns três banhos de banheira por dia,
quando estou em hotel
L - Sempre arrumo a mala o tempo todo quando estou
em hotel.
W - Às vezes penso em trocar de nome
L - Às vezes penso em adotar meu sobrenome como
nome de tanto que me chamam por ele.
W - Nunca durmo com a televisão ligada
L - Quando durmo desmaio se está ligada ou não,
nem sei. Eu entro em alfa quando durmo e não
acordo fácil, tem que passar um trem pra eu acordar.

W - Nunca leio um livro de contos pela ordem
(escolho pelo título)
L - Idem Idem Idem
W - Sempre faço orelhas nos livros
(mesmo que tenha marcador)
L - Eu nunca faço orelhas em livro. Mas outro
dia sonhei em ter um livro com desenhos de
orelhas de verdade e com brincos e que convidaria
um escritor que eu gostasse pra escrever. E acredita
que ele aceitou? Sonho, né...
W - Às vezes leio o mesmo livro, três, quatro vezes
L - Às vezes leio o mesmo livro, diversas vezes
pra não dizer milhões, principalmente os de poesia.

W - Às vezes penso em morar no campo
L - Às vezes penso em morar na Itália
W - Nunca tomo banho sem molhar a cabeça
L - Eu não lavo meus cabelos todos os dias
pq acho que tenho pouco cabelo e se eles caírem
serei careca como aquela cantora.
W - Sempre quis ser fotógrafa
L - Sempre quis ser cineasta

W - Às vezes penso em morar no campo
L - Às vezes penso só em ter um campo
cheio de rosas e morar na cidade mesmo.
W - Nunca tenho pesadelos
L - Tenho sonhos coloridos e as vezes
eles acontecem, me disseram que sou
paranormal, vai saber, morro de medo de mim.
W - Sempre reclamo quando toca o telefone
L - Sempre atendo o telefone, aliás um beijo
na boca Granbell, eu te lóvu por ter tido essa
idéia do trim trim.

PS. roubei esse jogo do Blowg

quinta-feira, junho 13, 2002

ADVINHA QUAL É MEU SIGNO?
*** será que o cara que escreveu isso me conhece?

Aquário é o 11º signo do zodíaco. Os aquarianos são
estranhos e gostam de ser assim. Estão sempre a
sonhar e adoram fazer planos, quebrar as regras e
conhecer novas pessoas. São bastante liberais.
Têm poucos inimigos e muitos amigos. Não se
preocupam com o que os outros possam pensar
deles. São um pouco cabeças no ar. Apesar de
serem bastante individualistas, gostam de trabalhar
em grupo. Os nativos deste signo necessitam de
espaço mas o amor tem um grande significado nas
suas vidas. Aliás, quanto mais espaço tiverem mais
fiéis serão. São o signo do amor fraterno. Principais
características: independente, intenso, intelectual,
revolucionário.
23 DE JANEIRO

*** descobri numa dica da Lalá, clica
no blog La vida es Sueño (coluna vinho)
o site é:
http://aniv.pt.vu/

Fazem anos neste dia...

1783 - Sthendhal (escritor)
1832 - Édouard Manet (pintor)
1898 - Sergei Mikhailovich Eisenstein (cineasta)
1928 - Jeanne Moreau (actriz)
1944 - Rutger Hauer (actor)
1957 - Princesa Carolina de Mônaco

*** sei que João Ubaldo também é desse
mesmo dia, estou achando interessante
saber que tem escritores, pintores, cineastas,
atrizes e até uma princesa, tem tudo haver
comigo, né... eu queria ser tudo isso...

PS. aliás alguém sabe qual era cor do
cavalo branco de napoleão? e alguém sabe
que dia 23 de janeiro é o meu aniversário?
tudo tão óbvio...

quarta-feira, junho 12, 2002

12 de junho
*** dia dos namorados, estou indo fazer um curso
no Ministério da Cultura em SP, saindo correndo
atrasada, não dá pra pensar em nada romântico
assim, quem sabe a noite coloco algum poema.
Feliz Dia dos Namorados, Apaixonados, Encantados,
ouvi essa música no rádio agorinha e acho que ela
diz tudo principalmente no trecho: brinca de se
entregar.... sonha pra não dormir... é lindo isso!

SAIGON
Emílio Santiago

Tantas palavras, meias palavras,
nosso apartamento, um pedaço de Saigon
Me disse adeus em um espelho com batom
Vai minha estrela, iluminando,
Toda esta cidade, como um céu de luz neon
Seu brilho silencia todo som
Às vezes você anda por aí, brinca de se entregar,
sonha pra não dormir
e quase sempre eu penso em te deixar e
é só você chegar, pra eu me esquecer de mim.
A noiteceu, olho por céu e vejo como é bom
ver as estrelas na escuridão. Espero você voltar pra Saigon.
A noiteceu, olho por céu e vejo como é bom
ver as estrelas na escuridão. Espero você voltar pra Saigon.

segunda-feira, junho 10, 2002

ENTREVISTA COM FREUD

*** Borba meu gato, não resisti a um suflair, digo um affair.

O Le Casserole, fundado em 1954, é o primeiro bistrô francês
instalado na cidade de São Paulo, no bucólico Largo do
Arouche. Oswaldy Alex ( sua mãe errou na hora do registro
não lembrou o nome certo de Woody Allen) faz parte desse
bistrô como profissional e toca piano clássico em todas as
quintas-feiras à noite. Você pode vê-lo e até pedir uma música,
como eu fiz. Fiquei numa mesa perto do pequeno tablado de
palco improvisado e quando Oswaldy levantou-se fui cumprimentar
(tinha ouvido seu nome na apresentação do couvert artístico da
noite). Estavam uns caras do meu curso de cinema, e uma colega
loirinha, pra dizer a verdade uma sirigaita de olhos azuis chamada
Celinha e tinha também vários fixionados por vídeo, os ditos
videomakers. Oswaldy é muito gentil e simples, quase uma
havaiana. Chamou-me pra sentar e logo ficamos numa boa, de
cara falou que me achou boa de corpo. Confesso amei
a sinceridade. Odeio esses caras que ficam com aquele papinho
pseudo-intelectual, aliás nunca soube entender os pseudos
qualquer coisa. Embora a Celinha não dava uma folga, ficava
parecendo um entulho, aposto que nunca ouviu um piano na vida.
Ele gostou de saber que existe uma grande platéia pra ele no
Bistrô e que eu, além de fã de seus arranjos no teclado, também
traço seus poemas. Fez questão de perguntar o que eu achava da
publicação pelo editor português.
"Fluente, embora muitos versos escravos. É do escritor Castro Alves.
- eu disse. - Principalmente porque achava que ele devia usar com
afeição a forma coloquial brasileira, (tipo bunda é bunda e não é
nádega, entende) que é parecida com a sua expressão literária.
" Comentei os bons diálogos dos livros e lembrei como exemplo o
conto "A Burra que tinha diploma".
"Deve ser difícil o editor português entender a diferença da nossa
língua que acho muito mais sacana."
"O português do Brasil pode ser altamente sacana" - falei. - "Aquela
sacanagem séria, de bom gosto." E citei uma parada daquele conto:

O sujeito tava afim de dar uma, sabe umazinha só e sem
complicações. Ficou entre a bonita e inteligente e a bonita e burra.
A bonita e inteligente chamava Maria Del Carmem, psicóloga, falou
a entrevista de Freud a noite toda. Acabou o tesão de tanta seção
e terapia. Apareceu a Luana era bonita e burra, resolveu encarar.
Ela disse que tinha um diploma, nem deu tempo de perguntar de
que? O tesão era tão grande que a mesa quase levitou. E partimos
pro esfrega entrega. A Luaninha lá pelas tantas murmura algo do
tipo f...oid, f...oid,. f...oid.

Me levantei sobressaltado, o que disse FREUD DE NOVO, NÃO!

E a Luana me disse com uma olhar lindo de súplica, não disse
isso, falei fode, fode, fode. Não teve broxada, foi o Freud ou o
Fode mais paudurecente da vida. A garota podia até ser burra
mas lá pelas tantas começei achar ela inteligente. Era a
diabinha em pessoa, não falou nada sobre livros e personalidades.
Beijou, lambeu, extremeceu, foi extâse puro. Não perguntou nada
se a encontraria , pra ela não existia o dia seguinte. E me embalei
naquela burrice que era o atestado de maior inteligência
que achei em uma pessoa. Nos amamos como se o mundo fosse
acabar numa explosão de sexo. Foi complicado pra saber dicernir
que tipo de mulher seria a ideal. Nós rimos muito quando ela disse
que naquela hora tinha falado Freud e gostava muito do tal pai
da psicánalise.

Quem sou eu, para entender as mulheres e suas curvas
de pensamento e de corpo. Às vezes o caminho é sinuoso e
me perco nessas estradas e acabo morrendo de amores em túneis
de prazer. Estava amanhecendo. Saímos todos numa caminhada até
a Consolação, enquanto a silhueta da Ipiranga começava a se
desenhar num céu cor de grafite. A Celinha inventou de cantar o tema
do filme Blade Runner e eu que nem sou boba puxei meu amado pelo
braço e falei sei tudo sobre Freud, mas faço como aquela burra do diploma.

E cá pra nós o Oswaldy confessou que a Luaninha tinha um nominho,
um corpinho, um jeitinho bem mais fácil de administrar. Ele disse que
deixaria a Maria Del Carmem, pra alguém que quisesse um carma,
um modelo de mulher que só serviria para Secretária da Cultura.
Ficou com o tesão na outra e na sua aparente burrice. E ainda
finalizou enfático: é nos burros que está a sapiência. Luana
aquela é que era mulher de verdade, não é Amélia, diz aí Mario Lago.

E eu nem me apresentei, meu nome é Luara, ele já me convidou
pra tocar piano no terraço da casa dele vendo a lua. E claro, já
disse SIM. E não se fala em divã, nem Freud, pelo menos vou tentar.
[Este é um texto de plágio ficção literária e nada tem a ver com a realidade]
Lilica (Rosi Luna).

PS. se alguém quiser ler o texto original que sugeriu essa
brincadeira, chama-se "Entrevista com Woody Allen" deixa
o e-mail no comentário que mando, vai morrer de rir com as
comparações o dele era um pub e esse é um bistrô mas tudo
acaba em sexo e em mulher, eu garanto.

PS1. esqueci de contar um detalhe, fui uma vez no Le
Cassarole, depois de assistir a peça "Os Mistérios de
Irma Vap" que noite que noite que noite... o filme
"Uma linda mulher" não era nada perto do vestidinho
tré chic que eu estava.

domingo, junho 09, 2002

LUTO POR TIM
OU MELHOR SERIA
LUTO POR TI

*** em homenagem ao jornalista Tim Lopes, foi
confirmada sua morte por um tal Elias Maluco,
tinha que ser maluco mesmo pra fazer uma
covardia dessas. Hoje é domingo,
e ouvi a notícia na Globo no meio da corrida.

Eu abri um livro agora que chama
"Repórteres" organizado por Audálio Dantas
e na folha de rosto tá escrito:

"À memória de Vlademir Herzog, repórter que
foi morto num tempo escuro."

Como boa plagiadora escreveria assim:
À memória de Tim Lopes, repórter que foi morto
num tempo obscuro, de funk, drogas, bandas e bundas.

Só tenho a dizer que estou de luto por
ver mais um jornalista indo embora dessa
forma violenta. Onde vc estiver Tim Lopes,
faço tim tim, brindo a todo seu trabalho e
principalmente ao seu lado humano e social
tão evidente.

Deixo essas palavras copiadas do livro:
"Repórteres são, pois seres que perguntam.
Sabem perguntar, portanto, já é meio caminho
andado para um bom exercício da profissão .
...
De um bom repórter exige-se até uma certa
dose de megalomania, na medida suficiente para
que ele acredite, em momentos de exaltação,
ser capaz de de mudar o mundo. O diabo é
que às vezes, ele consegue.

Eu completo:
um jornalista, um repórter, um poeta
sempre sonha em mudar o mundo,
ir fundo, inventar viramundos e
fazer versos com raimundos.
[by Luna]

sábado, junho 08, 2002

CHING SHONG BRASIL

Não gosto de futebol, mas hoje na hora do jogo estarei
indo pra Sampa como uma torcedora fiel ao meu Brasil
Brasileiro. E já fiz a promessa não quero comida chinesa
na hora do almoço. É gollllllllllllllllllll verde amarelo!!!!

PS. fui no cinema ver a Meg Ryan (em mais um filme
água com açucar) e fiquei querendo um Leopold do filme, já
não se fazem mais homis como antigamente.

PS1. um detalhe técnico fui assistir um filme Abril Despedaçado
no Kinoplex (ingressos grátis) troquei os nomes do cinemas e acabei
indo no Cinemark e vi o Kate & Leopold ( ingresso pago) acabei pedindo
pra um garoto ser meu namorado por 5 minutos só pra pegar a
promoção de dia dos namorados "de compre um ingresso e ganhe o
outro grátis" Sabe que o Demétrio que eu chamei o tempo todo de
Demóstenes gostou da brincadeira, devia ter uns 15 anos o menino
e eu tinha ido com uma penca de amigas e uma delas foi a beneficiada
do ingresso. Eu adoro o jeito destrambelhado da Meg, em outra vida
quero voltar como Meg Ryan.

sexta-feira, junho 07, 2002

AGENDA DE LUA: (muda toda hora)

Reunião da Ong hoje 17h. (X) já combinei a carona.
Cinema -Abril Despedaçado (X) ganhei ingresso hoje à noite.
Cinema - Cidade dos Anjos( ) Cine Paradiso, tá difícil só tem
um horário final da tarde, nunca consigo agendar.
Viajar pra Sampa no horário da Copa amanhã (X) confirmado.
Curso de Documentário(X) sábado de tarde - presente.
Casa Cor de SP(X) final da tarde amanhã confirmado.
Bacana que é no espaço da Febem, onde fica o Pacaembu?
Comprar um Guia SP( ) quem sabe vou me orientar mais.
DANDO BANDEIRA

Não te doas do meu silêncio:
Estou cansado de todas as palavras.
Não sabes que te amo?
Pousa a mão na minha testa:
O sentido da única palavra essencial.
- Amor.
[Estrela da Vida Inteira - Manuel Bandeira]

quinta-feira, junho 06, 2002

CONTO DE FADAS DA MODERNIDADE

A Bela e a Fera
bons tempos aqueles.

O Belo e o Monstro
Manchete de um jornal hoje.
O Belo o cantor preso por ligação com o tráfico.
O Monstro um sequestrador preso ontem e que
mantinha 3 pessoas no cativeiro.

Saudades do Conto da Carochinha.
O HOLLY O WOOD E AS DIANAS
*** digamos que pego até aposta pra descobrir erros
em filmes, também tinha notado esse furo no filme
e agora li com satisfação que tem muita gente esperta
nas pisadas de bola hollywoodianas. O analfabeto que
começa a ler e essa observação final das cenas de
Cidades do Anjos " deixam os homens se perguntando
o que, afinal, vieram fazer na Terra" é pra chorar de rir
ou não é...

Tava no Diário de Bordo do Moacyr Scliar:

Cartas, recados, e-mails - Sérgio Bechelli, cinéfilo, escreve
para denunciar um erro no filme O Conde de Monte Cristo: há
uma cena em que o personagem, na prisão, vai se suicidar
mas muda de idéia ao ver o nome de Deus escrito na parede. Só
que, diz o Sérgio, o personagem tinha sido apresentado antes
como analfabeto. Milagres acontecem, Sérgio. Quem sabe o cara
ficou subitamente alfabetizado? Como dizia o grande escritor
inglês Samuel Johnson, nada como a antevisão da morte para
concentrar a mente. Filosofia à parte, erros em filmes são muito
mais freqüentes do que se pensa – um cavaleiro medieval usando
relógio de pulso, coisas no estilo. Nem tudo funciona, mesmo
nessa eficiente indústria do entretenimento que é Hollywood.

Filme – O filme do momento é Cidade dos Sonhos, de
David Lynch. Ninguém entende, mas todo mundo sai
impressionado. É difícil reconstituir a história, se é que história
existe. O melhor é conceber a obra como uma seqüência de
cenas inspiradas, incluindo algumas de tórrida paixão lésbica,
daquelas que deixam os homens se perguntando o que, afinal,
vieram fazer na Terra.

quarta-feira, junho 05, 2002

O POETA DA CARNE E DO VERBO

renato e rosi - lançamento do seu primeiro livro em curitiba

*** eu fui tão esfuziante de vermelho que recebi até convite
pra lançar livro lá pelo dono da livraria o Eleotério, viu que nome?
é claro que me arrumei toda, não é todo dia que nesse país
se consegue publicar livros, eu amo lançamentos e de amigos
então o autógrafo tem que sair no capricho.

*** esse é o ReNato, é Bittencourt e também mais um Gomes
talentoso que conheci, meu amigo, poeta e devoto das belas
palavras, que Deus o conserve assim com essa carne e com
esse verbo tão pulsantemente poéticos cheios de amor vermelho.
Quer ver mais, vai no blog dele:Liturgia das Horas

PS. imagine eu dando aula de link de imagem,
foi um desastre, ele não conseguiu colar a foto,
logo resolvi publicar por aqui, coisa que já deveria
ter feito faz tempo.

começa assim: À flor do teu ouvido
Sei que preciso, na sua presença, falar, falar, falar...
e falo. Em sua presença, perco todo amor-próprio
e tudo me é igual.
[Fiódor Dostoievski]

"Mas qual será efetivamente a porção de carne que
abriga os afetos, se nossa precária anatomia
apenas faz que tenta conjugar corpo e alma? Não
temos ciência capaz de tão fina definição.
[..]
Como se resignar a inverdades esta boca que já
recolheu tua saliva, já percorreu a rubra ferida dos
teus lábios, já desfolhou as tuas pétalas, já bebeu
na tua flor o orvalho quente das nossas madrugadas.
Guardo tudo na memória - depósito imprestável
a que mais e mais me apego. Que pode ela diante
do asfalto e do cimento do tempo presente? Mas é
meu patrimônio, e é ali que tenho resguardada a
lembrança que não posso lavar: as luas gêmeas
dos teus seios, redondos e brancos. Não me
desfaço desta saudade e nem da certeza de
que eles são a coisa mais bonita que já vi."
[Mecânica do Fluídos - ReNato Bittencourt Gomes]

terça-feira, junho 04, 2002

POÉTICA MÉTRICA

cena do filme o
Conde de Monte Cristo

a dança das palavras
[by luna]

me dá a honra? contra-dança
eu princesa, vela acesa
você conde, se esconde

me dá tua mão? dedo pagão
eu vestido de baile, corpo em talhe
você roupa de oficial, caixa toráxica

me dá seus beijos? lampejos
eu corpete de seda, pernas brancas
você ceroula, protuberância clara

me dá uma noite de amor? vigor
eu rastro de lua, te envolvendo
você outro planeta, teus mistérios

me dá uma valsa de palavras? sem travas
eu figura de linguagem, te amando exagerada
você verbo no futuro pretérito, te amaria




domingo, junho 02, 2002

DÁ-LHE BRASIL!!!!

eu amo a festa, a torcida e o verde amarelo

É público e notório que não gosto de futebol, mas
com certeza vou torcer pelo GOLLLLLL do Brasil!!!
Luna na Copa 2002, gostou?

PS. o kit indumentária é todo emprestado do Filipe
para essa foto oficial blogueira.


sexta-feira, maio 31, 2002

BLOG BLOG BLOG
fui ali e e já volto bloguinho.
ando com uma preguiça de escrever aqui.
até meus leitores andam assim desblogados.
uma hora eu volto.
beijos.
fui.
ABUNDÂNCIA

No corpo feminino...
[Carlos Drummod de Andrade]

No corpo feminino, esse retiro
- a doce bunda - é ainda o que prefiro.
A ela, meu mais íntimo suspiro,
Pois tanto mais a apalpo quanto a miro.

Que tanto mais a quero, se me firo
Em unhas protestantes, a respiro
A brisa dos planetas, no seu giro
Lento, violento... Então, se ponho tiro

A mão em concha - a mão, sábio papiro,
Iluminando o gozo, qual lampiro.
Ou se, dessedentado, já me estiro,

Me penso, me restauro, me confiro,
O sentimento da morte ei que adquiro:
De rola, a bunda torna-se vampiro.

quinta-feira, maio 30, 2002

UM POEMA

do amor falou-se tudo e sigo e segues
entendo quase nada, tudo é pouco diante
da incompreensão do que existe sem nome
será mesmo amor o nome disso que sinto e sentes?
disso que sinto e sentes falou-se tanto
e sigo desconhecendo bastante
de mim e de ti que sinto e sentes tudo isso
de que falamos tanto e perseguimos errantes

[Cartas Extraviadas e outros poemas de
Martha Medeiros do meu livro com autógrafo]

terça-feira, maio 28, 2002

LUNA VIRA JÓIA DE H.STERN

lake biwa

Nem sabia mas tenho jóias com meu nome
Luna virou design de brinco, anel e colar
de H.Stern. Me apaixonei pelos brincos
que custam a bagatela em torno de 1500 reais.
Isso quer dizer que minhas orelhas nunca
irão ostentar tal riqueza. Valeu a pena ver
na vitrine do Shopping Iguatemi Campinas, deu
pra se encantar pelas pérolas achatadinhas biwa.

PS. estou às ordens pra ganhar de presente, e olha o
detalhe: minhas orelhas são alérgicas a tudo que não é
ouro 18k. acredita que ficam vermelhas como brasas se
dormir com brincos de bijuteria, essa coisa de ter sangue
nobre é dureza, principalmente quando não se tem
grana pra comprar tais preciosidades.

LUNA
"A linha nasceu a partir da catedral de Brasilia,
projetada por Oscar Niemeyer. Da obra do famoso
arquiteto veio a inspiração para as armações de ouro
dos anéis, pendentes e brincos. São inclinadas, como
garras. No caso das jóias, sustentam pérolas biwa.
"Quando uma forma cria beleza, ela tem uma função
e das mais importantes na arquitetura", ensina Niemayer.
Na linha de jóias, o ouro utilizado é chamado de ouro
nobre, com uma coloração diferente em tom champanhe.
Os cordões dos colares são uma exclusividade
da H.Stern: um fio de ouro central é envolvido por outro,
todo enrolado, um trabalho artesanal de enorme paciência."
[do catálogo da loja]

Li num site hoje:
Pérolas de Água Doce
As melhores pérolas de água doce são cultivadas no Japão,
no lago de Biwa e, em grande escala, na China. Apenas uma
ostra pode receber até 10 núcleos de uma só vez, porém o
núcleo, neste caso, é uma fragmento do tecido epitelial de uma
ostra sadia.
http://www.joiabr.com.br/dicas/perolas.html




segunda-feira, maio 27, 2002

AVENTURA LUNAMAR


Gosto de dirigir, carro, moto e até barco.
Viu cara pálida que duvidou??? olha a prova.
Notou meu colete laranja? é porque não sei
nadar, eu ando com ele o tempo todo.
Aliás esse colete salva-vidas não é público é
meu e está aqui no meu armário.
Adoro aventuras, se vc tiver uma me conta?
Esse é minha nau... naufragando claro.
Como canta Marina Lima:
"ai se eu fosse marinheiro
um amor em cada porto
ai se eu fosse marinheirooooo"

PS. avião ainda não tentei mas tiver algum
piloto disposto a me dar aulas prometo
fazer mil piruetas.

PS1. e mais uma para o burrículo, conhece
alguém que acelerou o carro numa estrada
bem em frente ao guarda? então tá falando
com ela e bobo nem fui multada, o guarda
fêz um aceno muito amistoso para que eu
baixasse a velocidade, acho que não acreditava
no que seus olhos viam... eu sou muito
corajosa pra contrariar a lei, eu sei eu sei.

domingo, maio 26, 2002

UM ESCRITOR


Chegou meu dvd, estou tão mudernosa, fui na 100% vídeo e um
rapaz de cadeira de rodas que dá dicas de filmes me deu essa dica
de filme romântico. Eu tava falando que já tinha assistido quase tudo e
aí ele me disse "garanto que esse vc não assistiu".
Pronto agora assisti e recomendo, amo filmes de época.
E se te contar um pouco vai querer assistir também.
Será que existe amor que vá além do desejo físico?
Pois é, acho que existe.
Tá na capa assim " Inglaterra 1915. O amor de Dora Carrington,
uma jovem e impetuosa pintora, por Lytton Strachey, escritor
do grupo de Bloomsburry, tem algo de incomum para época:
ele é homosseuxual assumido..... uma enorme diferença entre
amor e desejo."
Bom meu dvd inagurou em grande estilo, amei o filme e aquele
escritor é mesmo apaixonante...

CARRINGTON
Dias de Paixão
Jonathan Pryce ( de chapéu, e é escritor, precisa falar mais?)
Emma Thompson

PS. o bacana é que encontrei o rapaz de cadeira de rodas
no meu simpósio de cinema, o mundo é mesmo uma roda?
fiquei de falar o que achei... hummmm acho que vai se meu
consultor sempre... ele captou meu espírito romântico.